Em Dia Nacional de Luta, empregados da Caixa exigem respeito

 

Portão do Estacionamento

Os empregados da Caixa realizaram o Dia Nacional de Luta, nesta quarta-feira 2, em protesto contra a postura desrespeitosa e intransigente adotada pela direção do banco nas negociações com os seus empregados.

Na capital paulista, todos os trabalhadores do edifício do Brás, onde funcionam telemarketing e outras áreas administrativas, no Largo da Concórdia, os cerca de 1,6 mil trabalhadores cruzaram os braços e paralisaram suas atividades das 5h às 12h. Além dos dirigentes do SEEB SP, representantes da APECEF/SP, da FETEC-CUT/SP SEEBS do ABC e de Jundiaí engrossaram a manifestação e recolheram assinaturas por contratações.

O Sindicato dos Bancários de Araraquara fez manifestação na agência central da cidade com coleta de assinaturas para a contratação de mais funcionários e consequente melhora no atendimento ao público. Com os funcionários foi realizada reunião sobre mais contratações, PLS 555 e PLR. Já o Seeb Catanduva também realizou reunião com os empregados.

Sérgio Kaneko - Empregado CEF

 

Para Sérgio Kaneko, diretor do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e empregado Caixa, é inadmissível o atual posicionamento da Caixa em relação ao não cumprimento de cláusulas do ACT 2014/2015.

“Além de não cumprir a Cláusula 50 do ACT 2014/2015 que previa a contratação de mais 2.000 empregados até 31 de dezembro de 2015, a Caixa extinguiu todas as vagas deixadas pelos mais de 3.000 empregados que aderiram ao no último PAA ocorrido em 2015 e, reabriu o PAA novamente em 2016 já anunciando que as vagas não serão repostas e sim remanejadas” destaca Kaneko.

 

“Na última reunião da Mesa Permanente, ocorrida em 28 de janeiro, a Comissão Executiva dos Empregados já havia protestado ante ao comportamento da representação do banco. Ocorre que, não obstante as reiteradas denúncias da CEE de agravamento das más condições de trabalho no banco, a direção ainda está deixando de cumprir importantes compromissos assumidos nas campanhas nacionais da categoria de 2014 e 2015”, afirma Jackeline Machado, diretora da FETEC-CUT/SP.

Acordos assinados:

Contratação – A Caixa reabriu, no dia 1º de fevereiro, o Plano de Apoio à Aposentadoria (PAA) lançado em 2015 com os mesmos critérios, no qual o banco espera desligar em torno de 1.500 empregados. As adesões vão até 31 de março, e o prazo para desligamento será de 15 de fevereiro a 29 de abril. Os representantes da empresa afirmaram que não haverá reposição das vagas, mas realocação de pessoal para as agências, sem informar como isso ocorrerá. O movimento sindical cobra o cumprimento da cláusula 50 do ACT 2014/2015, que previa a contratação de mais 2 mil empregados até 31 de dezembro de 2015. “A Caixa, ao invés de ampliar o quadro de pessoal para 103 mil empregados, já que ao fechar o ACT contava com 101 mil trabalhadores, tem enxugado o número de empregados que chegou a menos de 98 mil. Consequentemente, acumulam-se a sobrecarga de trabalho, o adoecimento dos empregados e o comprometimento da qualidade do serviço prestado pela Caixa”, lembra a dirigente.

Saúde Caixa – A CEE também cobrou, na mesa permanente, o cumprimento da cláusula 42 do ACT 2014/2015, que prevê a destinação do superávit do plano de saúde. Em 26 de maio do ano passado, foi homologada na negociação permanente proposta com três medidas: redução do percentual de coparticipação de 20% para 15%, e estudo sobre a inclusão da remoção por ambulância no rol de serviços e a extensão de um dos programas de qualidade de vida aos dependentes e titulares aposentados e pensionistas. A redução da coparticipação deveria entrar em vigor em janeiro deste ano. A Caixa alegou que a proposta, apesar de contar com o referendo das áreas técnicas da empresa envolvidas na discussão e dos trabalhadores, foi debatida e rejeitada pelo Conselho Diretor. Os trabalhadores reivindicam que sejam retomadas as atividades do GT para discutir melhorias na cláusula 27 do ACT proposta pelos trabalhadores.

Adiantamento odontológico – A Caixa não levou nenhuma proposta para retomada do adiantamento, alegando que os técnicos da empresa não haviam encontrado solução para o problema. Após pressão da CEE, os interlocutores da empresa se comprometeram, mais uma vez, a apresentar uma proposta em até 30 dias. Esse é mais um ponto que está sendo descumprido pelo banco. A ata de fechamento da campanha salarial 2015 previa o prazo até 31 de dezembro para resolver a questão.

Reestruturação – Os representantes da Caixa admitiram que um projeto piloto de reestruturação das Girets está sendo executado em Brasília. Para os empregados, está claro que a empresa pretende reestruturar outras áreas. “Estamos cobrando da direção do banco mais transparência, esclarecendo os trabalhadores e suas representações sobre as eventuais mudanças e as consequências para os empregados, uma vez que já existe um clima de tensão nas unidades ante a boatos e procedimentos concretos que já estão sendo adotados pelo banco. Consideramos um absurdo o negociador ir para a mesa permanente sem informações a respeito do assunto. Defendemos o fortalecimento da Caixa e melhorias nas condições de trabalho”, explica Jackeline.

Os representantes da Caixa insistem em respostas evasivas e na disposição de manter o descumprimento de cláusulas acordadas nas duas últimas campanhas salariais. Para o movimento sindical, posicionamento da direção do banco representa um total desrespeito aos empregados e ao processo de negociação. Na mesa permanente, a CEE/Caixa-Contraf-CUT já enfatizou que as medidas da atual gestão são contrárias à importância do banco para o país.

A Mesa Permanente de Negociações com a Caixa tem agendadas as próximas rodadas, para 31 de março e 19 de maio.

 

Fonte: FETEC-CUT/SP e SEEB Jundiaí

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