Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio – 10 de Setembro

De 2009 a 2017, a quantidade de bancários afastados por transtornos mentais cresceu 61,5%, de acordo com dados obtidos no INSS. Porém esse número deve ser ainda mais alarmante, já que nem todos os empregados conseguem o benefício da Previdência ou procuram seus direitos. 

A Campanha Setembro Amarelo foi trazida para o Brasil em 2014, numa iniciativa conjunta de prevenção ao suicídio da Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP, em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM.

A Organização Mundial de Saúde – OMS calcula que aproximadamente 1 milhão de casos de óbito por suicídio são registrados por ano em todo o mundo. No Brasil, os casos registrados chegam a 12 mil óbitos por ano. É sabido, no entanto, que esse número é bem maior devido à subnotificação, que ainda é uma realidade.

A cada 40 segundos, uma pessoa morre por suicídio no mundo, o tempo aproximado de leitura desse texto. No que refere-se às tentativas de suicídio, o número é ainda mais assustador: uma pessoa atenta contra a própria vida a cada três segundos.

Quase 100% dos casos de óbito por suicídio estavam relacionados a transtornos mentais, em sua maioria não diagnosticados, tratados de forma inadequada ou não tratados de maneira alguma. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e do abuso de substâncias.

Para o coordenador nacional da Campanha Setembro Amarelo, Dr. Antônio Geraldo da Silva, prevenir o suicídio é falar corretamente sobre o tratamento dos transtornos psiquiátricos: “Em 2019, trabalhamos com o conceito de que combater o estigma é salvar vidas. Tendo em vista a relação entre óbito por suicídio e a presença de transtornos psiquiátricos, não podemos ignorar esta informação. O acompanhamento correto da doença mental de base é o primeiro passo para cessar a ideação e o comportamento suicida, que desaparece por completo após o tratamento adequado e multiprofissional”.

Também presidente da Associação Psiquiátrica da América Latina – APAL, o Dr. Antônio Geraldo continua: “o suicídio é uma emergência médica e, por isso, precisa de intervenção especializada para que possa ser evitado. O papel da sociedade na campanha Setembro Amarelo é fundamental para que possamos chegar ao maior número de pessoas possível com ações efetivas de orientação sobre o risco, fatores de proteção e também na emergência do suicídio”.

Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP Conselho Federal de Medicina – CFM

Cartilha: Suicídio Informando para Prevenir

Fonte: https://www.setembroamarelo.com/

Compartilhe!

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on email