DEMISSÕES NO SANTANDER E REAL GERAM MANIFESTAÇÕES

No último dia 15, foram anunciadas cerca de 400 demissões nos centros administrativos do Santander e do Real. O Sindicato dos Bancários de São Paulo protestaram ontem (16/01) no Casa 1, matriz do Real e Centro Administrativo Operacional (CAO), conhecido como Majolão, também do Real e em campanha de rádio para que a instituição respeite os brasileiros e pare com essa prática. Houve manifestação na calçada da matriz do banco Real, na Avenida Paulista, onde a população foi alertada sobre as demissões e as conseqüências para o cliente. O Casa 1 do Santander se transformou também em palco de protesto dos bancários.

Em outubro de 2008, o banco anunciou à imprensa seu plano estratégico para 2008-2010, quando o presidente mundial, Emílio Botin, afirmou que “a integração Santander-Real é um projeto de crescimento e expansão e que iria ampliar o número de agências. Afirmou ainda que a pretensão era superar a média do mercado em receita menos despesas e aumentar a satisfação dos funcionários e clientes.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, participou da mobilização e disse que a postura do Santander, ao demitir 400 trabalhadores, foi um ato de irresponsabilidade não só com a categoria bancária, mas com toda sociedade brasileira.

 

Em Jundiaí, ainda não houveram demissões, mas estão programadas atividades para a próxima semana, onde o Sindicato deve estar visitando as agências e fazendo manifestações. “Vemos agora, que o processo de fusão apenas serviu para concentrar capital. O banco não tem nenhuma responsabilidade social, pois as demissões colocam centenas de pais e mães de família na rua e pioram a situação dentro das agências, cujo atendimento já é problemático. Além disso, se a idéia é expandir o número de agências, por que demitir?” – comenta Antonio Cortezani, diretor do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região.

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