#Covid19: Sim, nós estamos na linha de frente!

Trabalho dos bancários tem sido fundamental na pandemia e atuação dos sindicatos tem garantido proteção da categoria em todo o país.

O atendimento a milhares de trabalhadores no cadastramento e saque do auxílio emergencial nas agências da Caixa durante a pandemia da Covid-19 é um símbolo histórico da importância do serviço essencial oferecido pelos bancários de todo o país.

Nesse momento crítico, em que o mundo todo enfrenta uma grave crise, a categoria tem assegurado o atendimento à população, estando na linha de frente no atendimento dentro das agências e também atuando de casa, em sistema home office.

Para garantir que bancários, financiários, vigilantes e outros profissionais do segmento pudessem trabalhar com a mínima segurança, sindicatos de todo o Brasil, conduzidos pelo Comando Nacional dos Bancários, tem atuado diariamente para garantir a manutenção dos empregos e salários e medidas que preservem a saúde e a vida dos trabalhadores, como a exigência dos EPIs, com máscaras, álcool gel, luvas, em alguns casos, protetores acrílicos, e o contingenciamento da entrada de clientes.

Funcionário da Caixa orienta trabalhadores em agência do M’Boi Mirim (SP/FolhaPress)

‘’Reconhecemos e aplaudimos a bravura de todos os profissionais que estão no front dessa guerra, a exemplo dos enfermeiros, médicos, socorristas, garis, coveiros e tantos outros. Mas é muito importante lembrar, principalmente nesse Mês do Trabalhador, que sem os bancários, tanto os que estão saindo de casa e indo diariamente às agências quanto os que estão em home office, a população não teria garantidos  serviços essenciais, como o que ocorre agora com o pagamento do auxílio emergencial’’, diz Paulo Malerba, presidente do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e região.

Malerba lembra que o Sindicato também tem atuado de forma consistente durante todo esse período. ‘’Nossos diretores tem acompanhado diariamente o que ocorre nas agências e atendido às demandas da categoria, a exemplo de denúncias por falta de EPIs ou ainda sobre a pressão por metas, algo que jamais poderia estar ocorrendo num momento como esse’’. 

O que já conseguimos?

Paulo Malerba destaca que a categoria foi a primeira no país a criar um Comitê de Crise com a Federação Nacional dos Bancos para tratar sobre a prevenção e o combate à Covid-19 no setor.

‘’Temos realizado várias videoconferências ao dia. A primeira exigência foi manter em casa os trabalhadores considerados do grupo de risco e manter em quarentena os que tinham acabado de voltar de viagens internacionais’’. 

O presidente destaca que, logo no início da pandemia, a Fenaban aceitou reforçar a higiene e limpeza de todos os locais de trabalho e cancelar todos os eventos presenciais, como reuniões e treinamentos. E o Banco Central atendeu ao pedido de contingenciamento do acesso às agências, com redução do horário de atendimento. 

Intervenção do Sindicato tem sido vital

Diretoria do Sindicato divulga cartaz com alerta à população sobre risco de contaminação nas agências

Em Jundiaí, o Sindicato também conseguiu que a Prefeitura inserisse as agências somente para atendimento de serviços essenciais no decreto municipal sobre a Covid-19. ‘’Para resguardar ainda mais a vida dos trabalhadores do ramo, também distribuímos cartazes por toda nossa base alertando a população de que as agências possuem alto risco de contaminação e, desta forma, tentamos evitar que as pessoas saiam de casa e se desloquem até o banco se o serviço pode ser feito via internet’’. 

O secretário geral do Sindicato, Douglas Yamagata, afirma que a ação sindical tem, com certeza, salvado vidas. ‘’A intervenção dos sindicatos tem sido vital para a proteção dos trabalhadores. Desde o primeiro momento, quando nem haviam sido publicados os decretos de isolamento social, já iniciamos contato com os bancos pedindo o home office para os grupos de risco, os EPIs e a proteção dos empregos, já que muitos empresários viram na crise uma oportunidade para baixar salários e demitir’’.

Novidades nas negociações

O Comando Nacional dos Bancários informa descartar qualquer negociação neste momento sobre o retorno dos bancários ao trabalho físico. “Já está comprovado, por diversas experiências mundo afora, que não adianta nada voltar antes da curva de contágio começar a cair. Infelizmente, ainda estamos longe disso. O momento é de pensar na saúde e na vida dos bancários que precisam trabalhar para atender a população”, afirmou a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira.

Comunicação eficiente

Além do contato direto com a categoria, o Sindicato também conta com uma rede de comunicação eficiente. Pelas redes sociais (Site, Facebook e Instagram) e pelo whatsapp dos diretores, a entidade tem recebido denúncias e tirado dúvidas dos trabalhadores. Além de receber e compartilhar informações sobre o andamento e resultado das reuniões entre o Comando Nacional e os bancos.

‘’Os meios de comunicação tradicionais só lembram dos bancários quando é para atacar, como é o caso das filas do auxílio emergencial. Mas a todo tempo o Sindicato faz questão de mostrar a situação real da categoria e o quanto ela é importante num momento como esse’’. 

fonte: Seeb Jundiaí

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