Covid: 32 municípios de SP já entraram em colapso, afirma secretário de Saúde

O secretário da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, afirmou que a situação da pandemia no Estado não para de agravar e que 32 municípios já viveram colapso na assistência de pacientes com a covid-19 e foram resgatados por outras cidades.

“Temos leitos em UTI, mas a velocidade da doença e da forma grave em que os doentes tem se apresentado corre o risco de termos comprometimento do nosso sistema de saúde”, afirmou. Segundo o secretário, São Paulo deverá ter quase o triplo de leitos de UTI a partir de abril, somando 9.200 leitos. Antes da pandemia, o Estado tinha 3.500 leitos.

“Ainda precisamos de apoio, muito apoio”, disse. Gorinchteyn fez um apelo para que a população só saia de casa para serviços essenciais e afirmou que há dificuldade para abrir mais leitos. Instigado pelo governador João Doria durante coletiva de imprensa nesta quarta (10), ele criticou a não renovação de habilitação de leitos pelo Ministério da Saúde.

“Nesta semana, tivemos as infelizes notícias de que batemos recordes, e não foram bons recordes. Tivemos nas últimas horas 517 mortes, foram histórias que foram desfeitas por conta da pandemia. Para se ter uma ideia, lá em agosto, quando atingimos o pico máximo do número de mortes, nós tivemos 455 mortes”, afirmou o secretário.

Governo deve aumentar restrições

O Governo de São Paulo estuda aumentar as restrições da quarentena diante da gravidade da pandemia no Estado, cuja demanda por leitos de UTI chega a 130 pacientes por dia. Ainda não há consenso no comitê de especialistas que assessora a gestão estadual, mas o coordenador do grupo, Paulo Menezes, diz que trabalha na avaliação de medidas mais duras, incluindo restrições para atividades esportivas e cultos religiosos.

“A situação é realmente de muita gravidade. O centro de contingência discute isso já há semanas”, afirmou “Se for o caso, o governador vai anunciar novas medidas. Tudo indica que sim”. O grupo espera para avaliar também os impactos da fase vermelha, a mais restritiva do Plano São Paulo, iniciada há uma semana. Menezes lembrou que as novas medidas demoram pelo menos duas semanas para refletir nos dados da pandemia.

O governador João Doria disse que as decições do grupo são acatadas pelo Estado e que elas se dão por consenso ou voto da maioria.

“O que nós precisamos é reduzir o contato entre as pessoas, e isso se faz ficando em casa. Tivemos um resultado positivo nesta primeira semana pelo aumento de isolamento”, pontuou Menezes. Segundo o Governo, as taxas de isolamento em São Paulo cresceram entre 3% e 4% nesta semana, mas ainda é preciso ampliá-las.

fonte EL PAÍS

foto IG

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