Campanha Salarial 2018: Bancários de Jundiaí aprovam minuta de reinvindicações

 Entre as principais propostas a serem encaminhadas à Fenaban estão a reivindicação de aumento real dos salários em 5%, manutenção dos empregos, proibição das demissões em massa e a defesa da Convenção Coletiva.

A minuta de reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários 2018, aprovada por unanimidade durante assembleia extraordinária realizada na noite desta terça-feira (12) na sede do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região, marca o início de um novo enfrentamento da categoria bancária e de toda a classe trabalhadora com a recente aprovação da Reforma Trabalhista.

Entre as principais propostas a serem entregues à Fenaban nesta quarta-feira (13) estão a reivindicação de aumento real dos salários em 5%, manutenção dos empregos, proibição das demissões em massa e a defesa da Convenção Coletiva. “Nosso maior desafio nesse momento é a manutenção dos direitos históricos que fazem parte da Convenção Coletiva, a exemplo dos tickets alimentação e refeição, cláusulas de saúde, piso salarial e a PLR. Além disso, é primordial a manutenção da mesa única de negociação com bancos públicos e privados e a defesa dos bancos públicos”, informa Douglas Yamagata, presidente do Sindicato de Jundiaí e região.

Lucro X demissões

A categoria bancária conta com 485.719 trabalhadores (de acordo com dados da Rais de dezembro de 2016), mas dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o Caged do Ministério do Trabalho, indicam que mais de 40 mil postos de trabalho foram extintos pelos bancos após o golpe. Isso em instituições que viram o lucro líquido crescer R$ 20,6 bilhões no primeiro trimestre de 2018, crescimento de 20,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2017, esses cinco maiores (BB, Caixa, Itaú, Bradesco e Santander) lucraram R$ 77,4 bilhões, alta de 33,5% em 12 meses.

Greve

Em consulta realizada pelo Comando Nacional em todo o país, 60% dos bancários responderam que vão aderir à greve caso os bancos não atendam as reivindicações da categoria e 79% afirmam que não votarão em parlamentares que votaram a favor da Reforma Trabalhista.

Fonte: Seeb Jundiaí e Contraf

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *