Banco público é fundamental para a promoção de arranjos produtivos locais e para evitar o avanço do extremismo de direita em nosso país
O primeiro dia de debates do 39º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef) destacou a importância da eleição de representantes dos trabalhadores nas eleições municipais.
“Não estamos isolados dentro dos bancos. A luta por melhores condições de trabalho passa necessariamente pela compreensão de outras disputas que estão em curso na sociedade”, destacou Paulo Mendonça, funcionário da Caixa e diretor do nosso sindicato, presente no encontro. “E a Caixa tem um papel importante no desenvolvimento do país e das cidades, por isso, nosso trabalho deve ser ainda mais valorizado”.
O painel contou com a participação de Luis Nassif, jornalista e fundador do jornal GGN. Nassif abordou a financeirização da economia brasileira, criticando a captura do Banco Central pelo mercado, a privatização selvagem e a competição exacerbada. Ele enfatizou a importância das instituições nacionais, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, para promover arranjos produtivos locais. Defendeu um pacto nacional de produção, envolvendo bancos públicos, cooperativas e outras instituições, para fortalecer pequenas empresas e combater a financeirização. Ele destacou que essa integração é crucial para a economia crescer e combater a influência da ultradireita e do mercado financeiro.
A mesa de conjuntura foi coordenada por Eliana Brasil, representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) na Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa. Ela ressaltou a importância de mobilizar os empregados do banco público para eleger representantes da classe trabalhadora no legislativo. “Precisamos derrotar o fascismo e fazer o debate em nossas bases sobre nossas candidaturas representando os trabalhadores”, reforçou.
O representante da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Fetrafi) de Santa Catarina na CEE/Caixa, Edson Heemann, enfatizou o papel do Conecef. “Este é o principal fórum para discutir nossas necessidades e apresentar proposições para serem tratadas na mesa de negociação permanente com a Caixa”. Lívio Santos, da Fetrafi-MG, destacou que a mesa de conjuntura contribui para afinar o diálogo com a categoria e toda a sociedade.
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