Burnout será classificado como doença ocupacional em 2022

A pandemia também foi um fator de ênfase para o aumento dos casos

O Burnout, síndrome relacionada ao esgotamento profissional, será categorizado como doença ocupacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a partir de janeiro de 2022.

Com a mudança, o diagnóstico pode dar direito ao afastamento do trabalho. Para as empresas, a preocupação com a saúde mental dos funcionários deve ser priorizada.

O Burnout teve maior exposição durante a pandemia da Covid-19. Em 2020, os pedidos de afastamento do trabalho devido à transtornos mentais aumentou cerca de 30%. De acordo com a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, a concessão de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez por saúde mental bateu recorde no primeiro ano de pandemia.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que, todos os anos, mais de 1 milhão de homens e mulheres tentam o suicídio em todo o mundo. Os motivos são variados, mas a maioria, apontam os dados, é motivada por quadros agudos de doenças psíquicas.

Os números assustadores mostram uma outra epidemia acontecendo no Brasil: o país é o oitavo em número de suicídios em todo o mundo. Segundo o ranking da OMS, a taxa de brasileiros que anualmente tiram a própria vida cresceu 60% desde 1980, justamente, o período em que as primeiras políticas neoliberais começaram a ser adotadas por aqui, como arrochos salariais, privatizações, retirada de direitos trabalhistas e desemprego em massa.

Burnout é doença do trabalho

Os dados preocupam ainda mais quando são somados à Síndrome de Burnout, um transtorno que agora em 2022 passou a ser classificado pela OMS como doença do trabalho e que hoje acomete uma grande parcela dos (as) trabalhadores bancários (as).

O transtorno de Burnout está começando a ser reconhecido como doença ocupacional pelos organismos internacionais de saúde e os bancários são atingidos em cheio. O impacto da doença, até 2016, as lesões por esforço repetitivo (Ler) eram as grandes responsáveis pelo afastamento de trabalhadores da categoria. ”Hoje, a maior parte dos pedidos que chegam aos sindicatos dizem respeito a algum tipo de transtorno psíquico”, informam os dirigentes.

fontes: Cultura/ Seeb Rio

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