O Brasil bateu a marca dos 400 mil mortos pela covid-19. Nas últimas 24 horas, foram registrados 3.001 novos óbitos. Com isso, o total de pessoas que perderam a vida para a pandemia do novo coronavírus chegou a 401.186.

Na quinta (28), o balanço diário marcava 398.185 vítimas que não resistiram à pandemia. Ainda há 3.663 mortes em investigação por equipes de saúde. Isso porque há casos em que o diagnóstico sobre a causa só sai após o óbito do paciente.
A soma de pessoas que contraíram o vírus desde o início da pandemia alcançou 14.590.678. Entre ontem e hoje, foram confirmados 69.389 diagnósticos positivos de covid-19. Ontem, o painel do Ministério da Saúde marcava 14.521.289 casos acumulados.
As informações estão na atualização diária do Ministério da Saúde, divulgada na noite desta quinta-feira (29). O balanço é elaborado a partir dos dados sobre casos e mortes levantados pelas autoridades locais de saúde.
Em termos de óbitos, o Brasil está atrás apenas dos Estados Unidos, que tiveram até o momento 574.947 mortes em função da covid-19. Já no ranking de casos, o país está na terceira colocação, atrás da Índia (18.376.524) e dos Estados Unidos (32.272.447).
Repercussão
O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgou nota lamentando as 400 mil mortes. “O número reflete a dor de famílias que perderam pais, avós, filhos e irmãos de forma rápida, violenta e muitas vezes solitária. Reflete também erros de condução e a ausência de coordenação centralizada no nível federal.”
Na nota, os secretários estaduais de Saúde insistem na necessidade de ampliar a vacinação contra a covid-19 e de uma ampla campanha de comunicação para destacar a importância das medidas de prevenção e garantir adesão à vacinação.
O Conselho Nacional de Saúde (CNS) também soltou comunicado no qual se solidariza com as famílias dos mortos e critica as ações do governo federal. “A ausência de coordenação nacional, o desfinanciamento deliberado do Sistema Único de Saúde (SUS) e a negação com motivação ideológica para compra das vacinas contra a covid-19, no momento em que precisávamos ter adquirido, são alguns dos inúmeros motivos que tornam a atual gestão como a grande responsável pela barbárie que vivemos”, diz o texto do CNS.
fonte Agência Brasil
Bolsonaro ignora e ataca isolamento
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não lembrou da triste marca atingida pelo Brasil de 400 mil mortes por coronavírus desde o início da pandemia. Na transmissão ao vivo nas redes, em vez de abordar o assunto, ele preferiu, mais uma vez, condenar as medidas de isolamento adotadas por governadores e prefeitos para frear o avanço da doença.
“Lá atrás eu falava que temos de enfrentar o vírus, porque, infelizmente, ele ficará para sempre. O que a OMS disse esta semana? Quem temos de conviver com ele, porque ele vai demorar anos para ir embora. Se continuar a política do lockdown, igual o prefeito de Araraquara, o tal petista, que pede para ficar em casa, vai levar a cidade à miséria”, afirmou Bolsonaro.
Ele também atacou os prefeitos e governadores “de esquerda”, que defendem o fechamento das atividades não essenciais no período da pandemia.
fonte: Estado de Minas