BB anuncia fechamento de 402 agências. Quatro delas só na região de Jundiaí

BB anuncia fechamento de 402 agências. Quatro delas só na região de Jundiaí

Justificativa é redução de despesas. Quadro de funcionários pode cair de 109 mil para 91 mil. 

Como já era previsto, o governo Temer está vindo com força total na jugular dos bancos públicos. O Banco do Brasil é a primeira vítima desse remédio amargo com a divulgação do fechamento de 402 agências numa só tacada, além da transformação de outras 379 em postos de atendimento. Na região de Jundiaí está previsto o fechamento de quatro agências: em Campo Limpo Paulista, na rua Pirapora, na Vigário JJ Rodrigues e na avenida Jundiaí.

O BB também lançou o Plano Extraordinário de Aposentadoria Incentivada (PEAI) que abrange cerca de 18 mil funcionários ou cerca de 16% do total. A justificativa apresentada pela instituição é de que a medida impactará na redução das despesas anuais na ordem de R$ 750 milhões.

Diante do anúncio, a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil cobrou negociação urgente com a direção da instituição, que ocorrerá na terça-feira 22.

“Ficamos sabendo dessa bomba pela imprensa. Tudo foi feito sem nenhuma negociação ou conhecimento do movimento sindical. Uma mudança radical como essa mexe com a vida de milhares de trabalhadores e de suas famílias, além de comprometer  instituições como Cassi, Previ e Economus. É um retrocesso imenso, que atinge em cheio o papel do banco público como ferramenta de suma importância no desenvolvimento do país”, afirma o presidente do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e região, Douglas Yamagata.

O presidente ressalta ainda que o governo Temer quer desmontar mais uma empresa pública fechando agências e reduzindo postos de trabalho. “É uma ação totalmente oposta ao que foi feito nos últimos 12 anos quando o banco tornou-se responsável, por exemplo, por cerca de 60% do crédito agrícola no país”, afirma. “Esse desmonte só interessa aos bancos privados, que não terão concorrência dos bancos públicos que são uma força não só para a economia do país mas também no desenvolvimento social. É uma perda imensa para toda a sociedade brasileira”, diz Douglas, sugerindo que a população e os trabalhadores entrem em contato com as várias instâncias governamentais clamando pelo não fechamento das agências. “Em muitas cidades do país o BB é a única instituição financeira. Como vão ficar essas comunidades?”, questiona.

Aposentadoria

Pelo comunicado do BB, os trabalhadores têm até 9 de dezembro para aderir ao PEAI e, se tiver a adesão de 18 mil bancários como é almejado, o quadro de funcionários cairá de 109 mil para 91 mil.

O diretor Álvaro Pires, empregado do BB,  disse que a decisão cabe a cada trabalhador. Mas ressalta a importância de antes de qualquer definição os trabalhadores tenham conhecimento de como ficará a situação perante as caixas de assistência (Cassi) e de Previdência (Previ). “E tem ainda o caso dos oriundos da Nossa Caixa, do Economus, que tem situação deficitária. Por isso estamos cobrando explicações do banco”, afirma.

Ataque ao banco público – O Sindicato alerta ainda que o fechamento de agências e a transformação de unidades em PABs provocará graves problemas tanto para bancários como para clientes e a população. “Para onde irão os trabalhadores que terão locais de trabalho fechados e como fica a questão dos cargos comissionados na redução dessas estruturas? São respostas que queremos e já deixaremos claro que não aceitamos redução de direitos ou de remuneração.”, questionam os diretores.

Fonte: Seeb Jundiaí e Bancários SP

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