Banco do Brasil impõe acordo sem negociar com funcionários

No início do ano, a direção do Banco do Brasil lançou uma nova proposta de trabalho com o objetivo de aumentar a produção dos gerentes
de carteira. Denominaram a iniciativa como “Acordo de Execução” e, semanalmente, as superintendências do banco enviam aos bancários e bancárias os objetivos a serem perseguidos e executados, como inadimplência, crédito, seguridade, consórcio, entre outros.

Poderia ser apenas mais uma forma de cobrar as metas, não fosse o assassinato do significado da palavra “acordo”. Acordo é um compromisso assumido e acertado entre partes. Mas, nesse caso, os bancários e seus representantes não foram ouvidos e, tampouco assinaram esse “acordo”.

O que parece apenas um erro de semântica, na verdade, esconde uma violência corporativa muito atual: o assédio. Quando a empresa denomina “acordo de execução” uma tarefa que já faz parte do trabalho diário do bancário, sinaliza que, se algo não for cumprido, ele poderá sofrer alguma penalidade.

Assim, entendemos que o banco pode estar cometendo uma ilegalidade, pois não existe acordo assinado sobre o assunto. Além disso, uma vez que o tal “acordo” é expedido semanalmente, com cobranças insistentes, compreendemos que isso pode vir a ser configurado como assédio moral.

O sindicato está monitorando atentamente os desdobramentos dessa nova prática e está pronto para atuar em caso de abusos.

Fonte: SEEB Jundiaí

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