Banco apresenta Plano de Demissão sem discussão com o movimento sindical e que afetará funcionários de superintendências, órgãos regionais e agências. Sindicato acompanhará processo a fim de evitar pressões.
O Banco do Brasil anunciou mais um plano de reorganização que afetará funções, agências e departamentos. O programa já foi disponibilizado desde ontem (29/07) é válido à partir de hoje (30/07). Também está sendo preparado um novo plano de desligamento incentivado.
“Como em outros bancos, a direção do BB implementou um plano de demissão sem discussão com o movimento sindical, gerando sobrecarga de trabalho aos funcionários que ficam”, critica Paulo Malerba, presidente do Sindicato e funcionário do BB. “Desta forma, cobramos a realização de novos concursos com o objetivo de suprir redução das vagas em decorrência dessa reestruturação”, complementa.
O banco informou que as unidades de negócios especializadas (Estilo, Estilo Digital, Escritório) e de varejo em São Paulo não sofrerão mudanças.
Na reestruturação, o banco informou que será criada a Unidade Inteligência Analítica, “que acompanhará o desenvolvimento de técnicas, ferramentas e inovações que utilizam soluções com Inteligência Analítica e Inteligência Artificial”.
Serão criadas 42 novas Agências Empresas, até outubro, transformadas 333 agências em Postos de Atendimento Avançado (PAA) e outros 49 PAAs em agências.
“O Banco do Brasil vem focando a abertura de agências digitais, afetando diretamente a população, principalmente a de baixa renda”, afirma Paulo Malerba.
Plano de demissão
Além das movimentações, o banco prepara um novo plano de desligamento voluntário. A adesão será voluntária, e de caráter pessoal. Segundo informações, o PDV só será validado nas agências que tiverem quadro em excesso.
O Sindicato é contra a reestruturação e a forma como os funcionários foram informados das medidas, por meio de notícias veiculadas pela imprensa. É importante ressaltar que a decisão de aderir ao plano de desligamento é voluntária, e os sindicatos irão acompanhar de perto o processo para evitar que os funcionários sofram qualquer tipo de pressão para aderir ao PDV sem avaliar de fato os impactos em suas vidas.
No mapa de vagas haverá uma sinalização dos prefixos e funções onde há manifestação de interesse de funcionários no desligamento pelo PAQ.
Os bancários que aderirem terão aquilo que o banco chama de “incentivos”:
– Indenização financeira, calculada com base no salário, com valores de
piso e teto estabelecidos conforme a seguir:
– Sete salários para quem trabalhou até 20 anos, com um piso de R$ 20 mil e
teto de R$ 200 mil.
– Para quem trabalha há mais de 20 anos, nove salários, também com piso de
R$ 20 mil e teto de R$ 200 mil.
– O BB ressarcirá por até um ano as mensalidade do Plano Cassi Família ou plano de saúde ofertado pelas Patrocinadoras de bancos incorporados para os funcionários em que o desligamento pelo PAQ cesse o direito de permanência no plano de associados da Cassi ou do respectivo plano oriundo de banco incorporado. O benefício será estendido aos dependentes econômicos, inscritos até a data do desligamento, mediante apresentação de proposta de adesão.
Em breve o Sindicato disponibilizará mais informações a respeito da proposta.
Fonte: Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região com informações da Contraf/CUT.