Um GT de Remuneração foi criado para analisar mudanças no Agir e no SQV
A direção do Itaú esteve na manhã desta quarta-feira (18) na sede da
Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT)
para se reunir com a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do
Itaú. Remuneração e emprego foram os principais temas da pauta.
Ficou definido que um grupo de trabalho (GT) será criado para debater remuneração. A reivindicação veio após a pesquisa realizada com os trabalhadores
sobre os programas Score de Qualidade de Venda (SQV) e o Ação Gerencial
Itaú para Resultado (Agir), apresentados para o banco nesta quarta.
O
levantamento mostrou que o SQV, lançado pelo banco para avaliar o
comportamento das vendas realizadas pelos bancários, na verdade, tem
penalizado os trabalhadores, com impactos negativos na saúde, como
estresse e depressão. Já o Agir, a opinião da categoria é que o programa
é injusto, pois estabelece – muitas vezes – metas inalcançáveis.
“O
objetivo da criação do grupo de trabalho é alterar a forma de cobrança
abusiva das metas e criar um pagamento proporcional dentro do programa,
que hoje não existe. Atualmente, só recebe o Agir quem alcança 100% da
meta estabelecida no programa. O que é injusto, pois a meta junta os
números pessoais e os coletivos de cada agência”, afirmou Jair Alves,
coordenador da COE do Itaú.
Emprego
Durante a reunião, o banco apresentou os números atuais de funcionários, por faixa etária e por áreas de atuação e os números de admissão de 2018 e de desligamento desde 2018. Os dados serão passados para o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) fazer um estudo que será debatido na próxima reunião, que deve acontecer entre 16 e 17 de outubro. Porém, os dirigentes sindicais já alertaram para o alto número de demissões ocorridas, em 2019, cerca de 8 mil.
O banco se comprometeu ainda a trazer para o encontro, os números atualizados de admissão de 2019 e o número de funcionários por raça e gênero. Além de possíveis alterações administrativas, como fechamento de agências e mudanças de nomenclaturas e funções dos cargos nas áreas operacionais e comerciais.
Fonte: ContrafCut