Na manhã desta segunda-feira (12) houve manifestação de bancários e bancárias em todo o país. Em Jundiaí, o sindicato se reuniu em frente a agência do Santander na rua Barão de Jundiaí.
“Estamos em campanha salarial nacional para renovação do nosso acordo coletivo. Após mais de um mês negociando, ainda não tivemos respostas objetivas dos bancos. As manifestações têm por objetivo mostrar que a categoria bancária está atenta às tratativas do nosso Comando Nacional com a Fenaban e pronta para agir caso os bancos não respeitem nossas reivindicações”, informou Paulo Malerba, presidente do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região.
A categoria bancária pede um aumento de 5% além da reposição da inflação. Na última mesa de negociação, que ocorreu na semana passada, os representantes dos bancos disseram que não têm condições de conceder esse aumento devido à situação do mercado. Entretanto, a divulgação do lucro dos bancos mostra o contrário.
No primeiro semestre, o lucro dos bancos foi bilionário. Para se ter uma ideia, dentre os bancos privados, o Itaú lucrou R$ 19,843 bilhões, o Bradesco 8,927 bilhões e o Santander 6,18 bilhões. Já o Banco do Brasil teve lucro de 18,8 bi no mesmo período. A Caixa não divulgou seu lucro, mas deve seguir pelo mesmo caminho.
“Mesmo com lucro significativo, os bancos continuam demitindo e fechando agências, o que causa um impacto nas nossas cidades. Clientes são empurrados para o atendimento digital e quem trabalha nas agências fica sobrecarregado”, explicou Malerba. “Por isso a nossa campanha interessa a toda a sociedade. Buscamos salvaguardar o emprego, mas também a qualidade de um serviço fundamental a todos”, completou.
Quanto a possibilidade de greve, o dirigente sindical aponta que ainda não há definição. “Nossa negociação é sempre difícil, mas temos articulação desde as agências até o âmbito nacional. Não queremos fazer greve, mas se os bancos se negarem a negociar, a paralização pode ser usada para que eles nos escutem”.
A manifestação aconteceu durante toda a manhã e a agência do Santander foi escolhida porque o banco é um dos que mais tem demitido e fechado agências. Mudanças na gestão de pessoal também tem gerado dificuldades para os seus funcionários.
“Nesta terça-feira (13) haverá mais uma rodada de negociações e esperamos avançar nas definições, afinal, a data base de nossa categoria 1º de setembro”, concluiu o presidente do sindicato.
A seguir, algumas fotos e as principais reivindicações dos bancários na Campanha Salarial deste ano.
Principais reivindicações da categoria nas cláusulas econômicas:
Recomposição salarial:
– Que o reajuste salarial corresponda à reposição da inflação, pelo INPC acumulado entre setembro de 2023 e agosto de 2024, acrescido do aumento real de 5%.
Participação nos Lucros e Resultados:
– Garantia de que todos os empregados, independentemente de faixa salarial e incluindo aposentados e afastados por motivos de saúde ou acidente, tenham participação nos lucros da empresa, a partir do pagamento de três salários-base, mais as verbas fixas de natureza salarial, reajustadas em setembro de 2024.
– Que as empresas paguem, a título de parcela adicional, o valor fixo de R$ 15.400,07, corrigido pelo INPC-IBGE, acumulado no período entre setembro de 2023 e agosto de 2024, acrescido de aumento real de 5%.
– Que os bancos não descontem da PLR (seja regra básica, seja parcela adicional) outros pagamentos feitos por planos próprios e de remuneração variável.
– Transparência nas regras usadas pelos bancos para calcular e pagar a PLR.
Auxílio alimentação e auxílio refeição:
– Aumento do VA dos atuais R$ 835,99, pagos mensalmente, para R$ 1.412,00, e aumento do VR dos atuais R$ 1.060,84, pagos sob a forma de 22 tickets de R$ 48,22, para R$ 1.412,00, pagos em 23 tickets de R$ 61,39.
Auxílios creche e babá:
– Pagos no valor de um salário-mínimo, R$ 1.412,00.
Calendário das próximas negociações
13/08 – Cláusulas econômicas
20/08 – Em definição
27/08 – Em definição
Mais informações sobre as mobilizações em todo o país no site da Contraf-CUT,
Fonte: Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região e Contraf-CUT








