Bancários fazem mobilização no “Dia do Basta” e agências atrasam abertura

Dia do Basta” foi realizada em todo Brasil contra política de privatização e cortes promovidos pelo governo Temer nas políticas sociais.

O Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região promoveu na manhã desta sexta, 10/8, uma manifestação reunindo trabalhadores dos bancos no calçadão do Centro de Jundiaí. As agências só abriram ao público meia hora depois do horário habitual, por conta da mobilização. A atividade chamada de “Dia do Basta” foi realizada em todo Brasil contra as reformas antipopulares, a política de privatização e os cortes promovidos pelo governo Temer nas políticas sociais.
Com realização da Contraf-CUT, da CUT, demais centrais sindicais e as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, a categoria bancária lembrou também, em forma de protesto, que precisa de aumento real e não apenas da reposição da inflação, como os bancos propõem. A categoria reivindica 5% de aumento real e a manutenção dos empregos e direitos conquistados. A categoria continua mobilizada e em campanha salarial, que teve início em maio e terá uma próxima rodada de negociações com a Fenaban no próximo dia 17 de agosto. “Hoje os sindicatos de todo o país estão mobilizados contra a desestruturação causada pelo governo Temer. Há um descontentamento generalizado com a política econômica e social implantada em nosso país. A proposta de reposição da inflação é insuficiente e temos direitos históricos conquistados que precisam ser mantidos, daí a importância de que os trabalhadores entendam o propósito da mobilização e participem das atividades do Sindicato”, afirmou o presidente do Sindicato, Douglas Yamagata, lembrando que a reforma trabalhista impacta a classe trabalhadora e a reforma da Previdência não é deficitária, como o governo prega. “Antecipamos nossa campanha com debates importantes. Uma das grandes preocupações é que não temos garantia sobre a manutenção do que está na convenção coletiva”, concluiu.

Banco do Brasil

Segundo Paulo Malerba, diretor do Sindicato e funcionário do BB, o banco ainda não apresentou nenhuma proposta completa, nem sobre a manutenção dos direitos sociais e econômicos. Um dos aspectos importantes é a proteção aos funcionários contra a terceirização, os cortes de cargos e remanejamentos internos. Atualmente, para que um funcionário perca seu cargo comissionado por desempenho é necessário que ele tenha passado por pelo menos três ciclos de avaliações negativas. O banco quer reduzir para dois ciclos. É a Gestão de Desempenho por Competências (GDC), modelo adotado pelo BB. “O Dia do Basta é uma forma também de sensibilizar a população acerca da importância em não aceitar as reformas que o governo quer implantar e não permitir mais retrocessos contra os bancos públicos, que são fundamentais”, disse Malerba. Outra questão relevante é a Cassi, a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, em que o banco insiste em uma negociação unilateral, propondo aumento na contribuição do funcionário sem aumentar proporcionalmente também a sua parcela.

Caixa

O diretor do Sindicato Paulo Mendonça lembra que até o momento a Caixa não avançou nas negociações, sem propostas satisfatórias para assuntos primordiais, como o Saúde Caixa, as demissões e a terceirização, além da ameaça de privatização. “Estamos mobilizados contra a privatização dos bancos públicos e a Reforma da Previdência. Temos direitos conquistados ao longo do tempo que corremos o risco de perder, daí a necessidade de manter e intensificar o debate, com apoio não só de funcionários, mas da população em geral. Por isso, reforçamos a expectativa com a próxima rodada de negociações”, lembrou o diretor.

Fonte: seeb Jundiaí

 

Presidente do Sindicato, Douglas Yamagata, conversa com trabalhadores e população sobre perda de direitos.

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