Bancários de Jundiaí e região rejeitam proposta da Fenaban

Categoria seguiu indicação do Comando Nacional que rejeitou proposta sem aumento real e garantia de empregos

Em assembleia realizada na noite desta quarta-feira (8), na sede do Sindicato, bancários de Jundiaí e região votaram por rejeitar a proposta da Fenaban que cobre apenas a inflação nos salários, PLR, vales e demais verbas econômicas.

A categoria da região seguiu a indicação do Comando Nacional dos Bancários que avaliou e rejeitou a proposta, uma vez que não há aumento real, manutenção dos empregos nem garantia dos direitos conquistados e estabelecidos na CCT. A proposta também não garante que os bancários não serão substituídos por trabalhadores contratados de forma precarizada, a exemplo da terceirização.

O presidente do Sindicato, Douglas Yamagata, lembrou que a Reforma Trabalhista anulou a ultratividade. “Enquanto negociávamos, a ultratividade permitia que as cláusulas do contrato anterior continuassem valendo. Agora corremos o risco de no dia 1º de setembro perdermos os direitos da Convenção Coletiva, caso não haja um acordo prévio dos bancos com a categoria”. Até agora foram cinco rodadas de negociações entre o Comando Nacional e a Fenaban.

Douglas ressalta que a perda de direitos faz parte do golpe de 2016 com a entrada do governo Temer. “Antes do golpe já preveníamos os trabalhadores e a população que poderia haver um retrocesso imenso com Temer no poder, haja vista o projeto da direita com os bancos e grandes empresas para a retirada de direitos”.

BB

Paulo Malerba, diretor do Sindicato e funcionário do BB, disse que o banco mantém o que vem sendo negociado junto à Fenaban. “O BB não avançou na proteção ao emprego com relação às novas reestruturações e nem apresentou proposta de renovação do protocolo de resolução de conflitos, que mantém um canal para as denúncias de assédio moral. Até agora não houve nada concreto, portanto, nosso sentimento é que não haverá avanço. Segundo Malerba, um dos pontos de mudança é a cláusula sobre ciclos avaliatórios para descomissionamentos. O banco havia proposto um semestre e agora propõe dois semestres. Atualmente, para que um funcionário seja demitido é necessário que ele tenha passado por pelo menos três ciclos de avaliações. O banco quer reduzir para dois ciclos.

CAIXA

O diretor de Formação do Sindicato, Sergio Kaneko, informa que a Caixa também não apresentou proposta. “O que o banco apresentou foi um ataque contra os trabalhadores”. Segundo o diretor, as demissões, a terceirização e as questões relativas à saúde tem sido uma afronta por parte do banco. “Somos mais de 400 mil pessoas no Saúde Caixa o que, certamente, chama a atenção dos bancos e das operadoras de planos de saúde. Precisamos lembrar que tudo isso não é benefício. São direitos que levamos anos pra conquistar. Por isso a importância imensa de todos levarmos esse debate para dentro do banco.

Kaneko também destacou o projeto da deputada federal Erika Kokay (PT) que propõe sustar a portaria que altera o repasse de recursos para a saúde. “Pedimos que vocês acessem o PDC 956/2108 e se manifestem favoráveis ao projeto para suspender a resolução da CGPAR 23 que ataca nossos convênios”.

Para apoiar o projeto na enquete disponibilizada no site da Câmara dos Deputados, clique em https://bit.ly/2Mu61SA e selecione a opção “Concordo”. Não é necessário se identificar.

Dia do Basta

Nesta sexta-feira (10) bancários de todo o país se mobilizam contra a retirada de direitos. Em Jundiaí a atividade acontece a partir das 9 horas, no Calçadão central, em frente ao prédio do antigo Banespa. “Vamos defender a manutenção de nossos direitos e também nos mobilizar contra a Reforma da Previdência e a privatização dos bancos públicos”, conclui Douglas.

A próxima rodada de negociação com a Fenaban e os bancos públicos está agendada para o dia 17 de agosto. A data é determinada pela Fenaban.

fonte: Seeb Jundiaí

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *