Bancário se recusa a usar máscara em agência do BB na região de Jundiaí. Atitude pode ser considerada crime contra a saúde pública

Funcionário do BB coloca vida de colegas e clientes em risco. Além da falta de máscara, homem arrancou proteção de acrílico da própria mesa. Ação pode ser considerada crime contra a saúde pública

Um bancário de uma das agências do Banco do Brasil, da base do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e região, foi flagrado por um diretor do Sindicato atendendo aos clientes e usuários sem o uso de máscara. A máscara, como o mundo todo tem constatado, tem sido uma das principais ferramentas para evitar a proliferação da Covid-19.

Por conta dessa quebra de protocolo, o diretor do Sindicato repassou a ocorrência ao gerente geral da agência, destacando não ser a primeira vez que o funcionário é flagrado sem o Equipamento de Proteção (EPI) durante o atendimento.

A situação causou maior espanto na direção do Sindicato, que foi informada pelo gestor de que, além de não usar máscara com frequência, o funcionário teria retirado por conta própria a proteção de acrílico que o banco instalou sobre sua mesa para proteger a ele, funcionário e clientes.

Vale lembrar que a oferta de equipamentos de segurança e instalação de acrílicos foi uma luta árdua da categoria e dos sindicatos para evitar a contaminação dentro das agências, assim como tem sido a campanha dos sindicatos para que os bancários sejam também priorizados no Plano Nacional de Imunização.

O diretor que flagrou a ocorrência informa que em conversa com o funcionário, na presença do gerente geral, ele deu desculpas descabidas para tentar justificar sua infração. Para piorar, ameaçou o diretor do Sindicato com processo por, segundo suas palavras, ‘estar sendo constrangido’”, informa o diretor da Seeb Jundiaí. O funcionário também tentou filmar a conversa, sendo impedido pelo gestor.  Após o ocorrido, o bancário foi advertido e o equipamento acrílico foi recolocado em sua mesa.

Crime contra a saúde pública

”Este fato, embora isolado, reflete como algumas pessoas ainda insistem em negar a gravidade da Covid que já matou mais de 460 mil pessoas só no Brasil”, lembra o presidente do Sindicato, Paulo Malerba. Ele destaca que o grande problema é que este tipo de atitude coloca em risco não só a vida do próprio funcionário, mas de todos os colegas e clientes do banco,  sem mencionar que o funcionário incorre em crime contra a saúde pública.

Autoridades públicas municipais, estaduais e Federais estão impondo medidas para conter a disseminação do covid-19. Especialistas da área jurídica informam que atos em desacordo com as medidas preventivas determinadas pelos órgãos de saúde pública podem ser considerados crimes e punidos com detenção e multa

O não-cumprimento de algumas condutas e que estejam em desacordo com as práticas determinadas para o enfrentamento da emergência de saúde pública decorrente do coronavírus podem ser consideradas criminosas.

Conforme a Lei Federal nº 14.019, de 2 de julho de 2020, torna-se obrigatório em todo território nacional o uso de máscaras em estabelecimentos públicos ou privados, transportes públicos, praças e demais ambientes de uso coletivo.

*A infração de medida sanitária preventiva consta dos artigos 267 e 268 do Código Penal

fonte Seeb Jundiaí

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