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Bancários definem estratégias para pressionar o Bradesco PDF Imprimir E-mail
Contraf-CUT   
11 /02 / 2008
(São Paulo) Os bancários do Bradesco definem nesta semana os primeiros passos para a campanha pelo auxílio-educação. A Comissão de Organização dos Empregados (COE) reúne-se nesta terça-feira, dia 12, na Contraf-CUT, para discutir a melhor forma de mobilização para pressionar o banco a conceder o benefício aos seus trabalhadores. Atualmente, o Bradesco é o único entre os oito maiores bancos que atuam no país que não paga bolsa de estudos para seus funcionários.

Na última rodada de negociações, realizada no dia 28 passado, o Bradesco mais uma vez frustrou seus empregados e se negou a pagar o auxílio-educação. “No mesmo dia em que o banco mais uma vez negou nossa reivindicação, o Bradesco divulgou seu balanço de 2007 com um lucro recorde de R$ 8 bilhões, 58,8% a mais que em 2006. Como uma empresa que lucra R$ 8 bi se nega a pagar uma ajuda de custo para seus funcionários estudarem? Investir no trabalhador é investir na própria empresa, mas ao negar isso, o Bradesco mostra que seu único interesse é ganhar dinheiro sacrificando seus empregados”, destaca Vagner Freitas, presidente da Contraf-CUT e funcionário do banco.

Vagner afirma que a Contraf-CUT vai investir pesado na mobilização dos bancários neste primeiro semestre para arrancar o auxílio-educação no Bradesco. “Não podemos aceitar que o maior banco privado do país seja o único que a não oferecer bolsas de estudo aos seus empregados. Na próxima semana, a COE vai definir os primeiros passos para intensificarmos a Campanha pela Valorização dos Funcionários do Bradesco. Todos os sindicatos da Contraf-CUT devem esquentar a mobilização, com visitas constantes às agências para discutir a situação com os bancários”, ressalta Vagner.


“O auxílio-educação é uma antiga reivindicação dos bancários e nos últimos anos intensificamos a campanha pelo benefício, o que nos levou à vitória em praticamente todos os bancos. Só no ano passado, conquistamos as bolsas de estudo no Itaú, Santander e no Unibanco. ABN, HSBC, Safra, Banco do Brasil e Caixa Federal já pagavam o benefício. Agora só falta o Bradesco e vamos concentrar nossas forças neste primeiro semestre para arrancarmos mais esta conquista”, comenta Douglas Yamagata, Diretor do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e funcionário do Bradesco.
 

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