Aumenta número de sequestros de gerentes de bancos e seus familiares

Bandidos fazem famílias de gerentes de bancos reféns por dinheiro de agências

O número de sequestros de gerentes de banco e seus familiares tem aumentado no país. De 2017 para cá já são pelo menos cem casos de funcionários que passaram por situações como essa. Os números são de um levantamento exclusivo feito pelos próprios bancos. A polícia descobriu que, em muitos casos, a ordem parte de dentro de presídios.

As quadrilhas sequestram familiares de gerentes e os obrigam a abrir os cofres dos bancos. São Paulo é o segundo estado com maior número de sequestros. Em primeiro vem Minas Gerais. De janeiro até agora foram 14 sequestros no estado mineiro. Em 2016 foram 17 casos. Todos no interior.

Os bandidos costumam amarrar explosivos ao corpo das vítimas como ameaça. Em Minas Gerais os sequestros tem sido comandados de dentro de presídios de segurança máxima, com bandidos recebendo fotos e vídeos das vítimas. Em pelo menos oito casos neste ano os bandidos levaram R$ 3 milhões.

Justa Causa

O diretor do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e região, Natalício Gomes, o Natal, lembra que a região teve casos recentes e ressalta que quando os sequestradores conseguem de fato levar o dinheiro, os bancos costumam demitir por justa causa. “Tivemos dois casos em que o Sindicato precisou intervir para impedir a demissão por justa causa”.

Além disso, após os incidentes, muitos funcionários não conseguem mais voltar ao trabalho por desenvolverem o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT).

A Febraban disse que adota medidas pra evitar esse tipo de crime, como manter menos dinheiro nas agências.

Fonte de dados: G1

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