Campanha Salarial 2016
Assembleia orienta para fortalecimento da greve
No 28º dia de greve, o Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região realizou assembleia com grande participação da categoria no intuito de fortalecer o movimento. Dirigentes sindicais e bancários se reuniram na sede do Sindicato com a convicção de que a mobilização está sendo importante para obter o respeito dos banqueiros. “A região de Jundiaí está de parabéns pela força da mobilização. Estamos pedindo que a união se mantenha enquanto aguardamos nova negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban”, disse Roberto Rodrigues, tesoureiro da Fetec-CUT, lembrando que a participação dos comissionados do BB e Caixa têm aumentado consideravelmente.
O presidente do Sindicato, Douglas Yamagata, relembrou as perdas da categoria e também a força dos bancários que desde 2004 têm conquistado aumento real de salários e ampliação de direitos. “Somos uma referência para várias categorias do país, mas neste ano vemos que a Fenaban está em consonância com o governo Temer, que quer aplicar um modelo similar aos anos 90, com desemprego e arrocho salarial”.
Ainda segundo o presidente, o desgaste também é grande para a população. “Sabemos que o desgaste não é só nosso, mas também da população que sofre com a falta de atendimento. Mas é preciso lembrar que a culpa dessa greve é dos banqueiros que ganham bilhões, demitem centenas de trabalhadores, cobram juros altíssimos dos clientes e não topam negociar de forma justa”.
Douglas destaca que o Comando Nacional já rejeitou todas as propostas da Fenaban na mesa e que há mais de uma semana tenta abrir novos canais de negociação.
Com votação unânime, a categoria decidiu por nova assembleia de avaliação do movimento nesta terça-feira, a partir das 18 horas.
Direito de greve
Alguns trabalhadores questionam como fica o contrato de trabalho e a possibilidade de a paralisação ser julgada pela Justiça do Trabalho, por meio de dissídio. O Sindicato esclarece que a lei de greve (lei 7.783/89) não estabelece nenhum prazo para o movimento, e que o dissídio só ocorre quando uma das partes – no caso os sindicatos de bancários e a Fenaban – pedem para que a Justiça intervenha.
Além disso, durante a greve, o contrato de trabalho fica suspenso, logo não se pode falar de abandono de emprego. Como a participação no movimento não é uma falta grave, logo também não autoriza dispensa por justa causa. E vale reforçar: não há nada na lei que determine que a greve só possa durar pelo período de 30 dias.
Douglas Yamagata: “Fenaban está em consonância com o governo Temer, querendo aplicar modelo similar aos anos 90, com desemprego e arrocho salarial”
