Advogadas fazem força-tarefa contra posts falsos sobre Marielle

Grupo já recebeu mais de duas mil denúncias de calúnia nas redes

O grupo voluntário de advogadas que está rastreando as mensagens de calúnia e difamação contra a vereadora Marielle Franco (PSOL), que foi executada na última quarta-feira, 14, no Rio de Janeiro, junto com o motorista Anderson Pedro Gomes, já recebeu mais de 2 mil denúncias por e-mail.

O objetivo é enviar todos os casos com autores identificados para investigação na Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) da Polícia Civil ou para retratação pública na Justiça. As denúncias podem ser recebidas no e-mail: contato@ejsadvogadas.com.br.

Segundo o vereador Tarcísio Motta, colega de bancada de Marielle na Câmara do Rio, é necessário responsabilizar os que estão propagando discurso de ódio e reproduzindo ou criando notícias falsas que atentem contra a honra da ex-vereadora.

“O objetivo é que a gente consiga processar todos que tiverem cometido de fato difamação, calúnia, para que essas pessoas possam se retratar. Que a gente não deixe que a memória da Marielle, no sentido da execução deste crime político, seja invertida para algo absurdo como esse ódio destilado na internet está tentando fazer com ela agora”, disse Motta ao G1.

Fato falso e criminoso

O  PSOL vai ingressar com uma representação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que o órgão tome providências contra a desembargadora Marília Castro Neves, que em sua página da rede social Facebook acusou a vereadora Marielle Franco, assassinada na noite de quarta-feira (14), de envolvimento com o crime organizado.

 

Após perceber a grande quantidade de críticas que recebeu, a desembargadora apagou o material.

“A acusação constitui crime contra a honra da Marielle. Dizer que ela ‘foi eleita pelo Comando Vermelho’ é imputação de fato falso e criminoso. O artigo 138, § 2º do Código Penal tipifica a calúnia contra os mortos. Os familiares podem demandar criminalmente e civilmente. Caberá à desembargadora provar o que afirma”, diz o juiz João Batista Damasceno, doutor em Ciência Política e juiz de Direito, sobre o caso da desembargadora Marília Castro Neves.

com informações do Portal 247 e Rede Brasil Atual

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