Empregados e empregadas da Caixa da base de Jundiaí aprovam início da greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda (14); em outras bases a greve começa hoje; entenda o movimento e os próximos passos
Em assembleia realizada na noite desta quarta-feira (9), empregados e empregadas da Caixa da base do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região aprovaram a deflagração de greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira (14). A decisão foi tomada após ampla participação da categoria, que rejeitou a proposta apresentada pelo banco para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
A assembleia foi precedida por plenária híbrida, transmitida pelo YouTube, na qual os trabalhadores puderam tirar dúvidas e apresentar suas posições. O resultado foi expressivo: 86,96% dos votantes aprovaram a greve, 10,43% votaram contra a paralisação e 2,61% se abstiveram.
Histórico da Campanha
A Campanha Nacional dos Bancários deste ano foi uma das mais difíceis dos últimos anos e a negociação com a Caixa foi ainda pior. O banco apresentou uma proposta que não contemplava as necessidades e expectativas dos empregados e ela foi rejeitada pela maioria dos trabalhadores e trabalhadoras de nossa base e do país.
O principal impasse está no Saúde Caixa. A proposta do banco previa aumento da contribuição dos ativos, que passaria a variar conforme a idade do titular e de cada dependente. Para aposentados e pensionistas, a contribuição do titular subiria de 3,5% para 4,5% da remuneração-base, e a mensalidade por dependente passaria dos atuais R$ 480 para R$ 660. O teto de comprometimento da renda familiar subiria de 7% para 9%.
Além disso, a Caixa propôs regras mais restritivas para retorno ao plano e, embora tenha sinalizado que ampliaria o teto 6,5% da folha que limita sua participação no custeio, não apresentou garantias concretas dessa proposta.
Diante da rejeição em massa — mais de 90% das bases sindicais do país votaram contra a proposta —, a Caixa enviou ofício à Contraf-CUT solicitando a reabertura das negociações. A reunião ocorreu na quarta-feira (9), mas o banco não apresentou nova proposta, comprometendo-se apenas a avançar nas conversas.
Greve nacional e organização local
A greve na Caixa é nacional. Na assembleia dos dias 03 e 04/09, 93 bases sindicais aprovaram a paralisação por tempo indeterminado. Outras 35 bases rejeitaram a proposta, optando pela reabertura das negociações.
Em Jundiaí e Região, a assembleia rejeitou a proposta mas optou por reabrir as negociações. Como a maioria das bases do país decidiu pela greve, uma nova assembleia foi convocada para que a categoria local pudesse deliberar sobre os próximos passos. Com o novo resultado, o prazo legal para início da greve será respeitado e a paralisação está confirmada para iniciar no dia 14, por tempo indeterminado.
A negociação com a Caixa continua.
Na manhã de quinta-feira (10) a Caixa apresentou uma proposta (veja aqui) que considerou como final, com validade até 11/09 (sexta-feira) . De acordo com a Contraf-CUT, o banco indicou que, em caso de rejeição, “poderá retirar a proposta e ingressar com dissídio coletivo, situação em que as questões não seriam mais definidas por meio de negociação entre as partes, mas por decisão judicial”.
A mesa ainda não acabou e, qualquer nova informação compartilharemos com nossa base.
Próximos passos
Em meio a esse contexto de indefinições quanto aos rumos das negociações, as preparações para a greve continuam e os empregados e empregadas devem se mobilizar para iniciar a paralisação. Quanto maior a adesão à greve, mais rápida e efetiva ela será.
Estamos elaborando as estratégias de mobilização e compartilhará as orientações com os empregados e empregadas da base. É fundamental que todos acompanhem as notícias pelos canais oficiais do sindicato e participem ativamente das atividades.
A luta é de todos e todas.