Agências de Jundiaí e das demais cidades da base não abriram suas portas em resposta a falta de uma proposta dos bancos na Campanha Nacional dos Bancários e Bancárias. Segunda (24) tem mesa do Comando Nacional com a Fenaban
A paralisação dos bancários e bancárias teve grande adesão da categoria. 96% das agências não abriram suas portas, manifestando o descontentamento dos trabalhadores e trabalhadoras com a falta de uma proposta por parte dos bancos.
“Hoje a categoria bancária parou: parou para ser ouvida, parou por respeito e valorização”, destacou Letícia Mariano, presidenta do sindicato. “A adesão foi intensa, nos bancos públicos e privados, nas agências dos bairros, do centro das cidades. Enfim, foi um recado para os banqueiros: não vamos abrir mão de direitos e queremos uma proposta que demonstre o nosso valor”.
No primeiro levantamento feito pela FETEC-CUT/SP, a adesão também foi massiva nos sindicatos da base, chegando próximo a 100% na maioria das regiões. “A paralisação foi um sucesso, com adesão em todo o país, reafirmando a tradição de unidade nacional das bancárias e dos bancários”, avalia a presidenta da Confederação Nacional das Trabalhadoras e dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira.
Douglas Yamagata, funcionário do Bradesco e dirigente sindical destacou que a pauta foi entregue em julho e os banqueiros não apresentaram nenhuma proposta de aumento para os salários: “Aliás, chegaram a apresentar uma proposta que divide a categoria, escalonando salários e diminuindo o valor dos tíquetes nas cidades do interior. Isso é inaceitável”. Antonio Cortesani, ex-presidente do sindicato, agora aposentado, também participou da mobilização e lembrou: “Os banqueiros são sempre assim: lucram bilhões e na hora de negociar ficam com essa choradeira”.
Na última segunda-feira (17) o sindicato realizou uma assembleia que rejeitou a proposta da Fenaban e aprovou a paralisação: “Não apenas aprovou a paralisação como aderiu à mobilização e não foi trabalhar”, destacou Roberto Rodrigues, funcionário do Santander e dirigente do sindicato e da FETEC-CUT. Para Pâmela Leite, dirigente sindical e funcionária do Itaú, a adesão é uma resposta dos funcionários e funcionárias “à pressão e à opressão que vivem no dia a dia de trabalho”, devido à política dos bancos que adoece e tenta desvalorizar a categoria.
Rodrigo Gonzalez, empregado da Caixa e dirigente sindical lembrou que o pessoal da Caixa tem ainda mais motivos para fortalecer a paralisação: “Na Caixa Econômica Federal a luta também é em defesa do Saúde Caixa e por justiça nos programas de remuneração variável. Os bancos lucram bilhões e seguem batendo recordes de afastamento dos trabalhadores por pressão, metas abusivas e assédio, que causam adoecimento”.
Clique aqui para ver as imagens dos atos em Jundiaí e região
Clique aqui para ver imagens dos atos em todo o país.
Dayane Pereira, secretária-geral do sindicato agradeceu a participação dos bancários: “A todos que conversaram com seus colegas, que cruzaram os braços e que fizeram com que essa paralisação fosse um sucesso. Exigimos valorização, respeito e uma proposta decente para nossa campanha salarial”.
Nesta sexta-feira (21), os bancos se reúnem e prometeram discutir uma proposta global. Na segunda-feira (24) tem mesa de negociação do Comando Nacional dos Bancários com a Fenaban e esperamos que apresentem uma proposta de verdade.
“Nossos direitos foram conquistados com muito esforço e seguimos mobilizados defender nossa categoria!”, concluiu Letícia.
Para acompanhar as últimas atualizações da Campanha Salarial participe da nossa Comunidade do WhatsApp, uma fonte confiável, com sigilo de seu número de telefone e apenas mensagens fundamentais.