Brasil avança na Copa e movimento sindical garante vitórias: confira as regras de liberação nos bancos

A Seleção Brasileira fez a sua parte, passou para a próxima fase da Copa do Mundo de 2026 e agora se prepara para encarar o Japão, na próxima segunda-feira (29), às 14 horas. Fora de campo, as bancárias e os bancários também têm o que comemorar graças à atuação firme do movimento sindical, que assegurou o direito de a categoria torcer pela seleção com tranquilidade.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou um ofício à Federação Brasileira de Bancos (Febraban) reivindicando a liberação dos empregados durante os jogos do Brasil, destacando a importância cultural do evento. A Febraban atendeu ao pedido de liberação e estipulou regras gerais, mas recomendou que as horas fossem compensadas.

Regras gerais de horário (Fenaban)

Para os bancos que adotaram as orientações da Fenaban, os horários de atendimento nas agências e liberação funcionam da seguinte forma:

  • Jogos às 14h: agências abrem das 9h às 12h.
  • Jogos às 16h: agências abrem das 10h às 14h.
  • Jogos às 17h: agências abrem das 10h às 15h.
  • Trabalho presencial: liberação com pelo menos uma hora de antecedência do início da partida.
  • Teletrabalho: direito à desconexão 30 minutos antes do jogo e retorno 15 minutos após o término.

Quase todos os bancos garantiram o abono das horas

A partir dessa diretriz, o movimento sindical intensificou as cobranças banco a banco, exigindo não apenas a liberação, mas o abono das horas não trabalhadas, para que os bancários não fossem prejudicados.

  • Banco do Brasil: Seguirá a cartilha de horários da Fenaban e abonará integralmente as horas não trabalhadas, sem qualquer necessidade de compensação posterior pelos funcionários.
  • Bradesco: Acolheu a solicitação da representação dos trabalhadores, confirmando a flexibilização da jornada e o abono das horas durante as partidas da Seleção, dispensando a compensação.
  • Itaú: Também garantiu o abono das horas, assegurando a liberação dos bancários sem desconto no banco de horas ou necessidade de devolução do tempo.
  • Caixa Econômica Federal: Inicialmente a Caixa havia exigido a compensação, mas após forte cobrança da Fenae e da Contraf-CUT, o banco recuou. A nova orientação permite a utilização do abono 53 (restrito ao período do jogo) na fase eliminatória, caso não seja possível realizar ajustes na jornada de trabalho das equipes.

Na contramão de todo o setor, o Santander foi a única entre as maiores instituições financeiras a exigir a compensação das horas nos dias de jogos da Seleção Brasileira. A atitude gerou forte indignação, pois enquanto os demais bancos reconheceram o momento de integração do país, o banco espanhol preferiu impor a compensação, ignorando a sobrecarga diária e reforçando uma política de desvalorização de seus trabalhadores, mesmo lucrando bilhões às custas da categoria.

A importância da mobilização

O cenário de vitórias na imensa maioria dos bancos só foi possível graças ao movimento sindical organizado. Foi a cobrança das Comissões de Empresa e dos sindicatos que transformou a recomendação de “liberação com compensação” da Febraban em abono real de horas no BB, Bradesco, Itaú e Caixa.

Sindicalizar-se e apoiar a entidade representativa é a única garantia de que nossos direitos, bem-estar e qualidade de vida serão defendidos em todas as esferas.

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