Hoje (25/04), o Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região completa 40 anos de uma trajetória pulsante em defesa da classe trabalhadora.
São quatro décadas transformando indignação e sonhos em força coletiva, provando que as grandes mudanças só acontecem quando caminhamos juntos.
História
A nossa história começou a ganhar corpo após a histórica greve nacional de 1985, movimento que paralisou o país, desafiou a ditadura e despertou a capacidade de mobilização da categoria. Diante da necessidade de proteger os militantes locais, em 25 de abril de 1986, nascia a Associação dos Bancários de Jundiaí e Região, que se transformaria oficialmente em Sindicato no ano de 1989.
Desde o seu berço, a entidade adotou o princípio do “Sindicato Cidadão”, extrapolando os muros das agências para se envolver ativamente nas lutas por justiça social e causas comunitárias, como o movimento Fora Collor e a defesa ambiental da Serra do Japi.
Em nossa trajetória sindical, fomos pioneiros na mobilização pela instalação de portas giratórias nas agências, resistimos às privatizações nos anos 1990 e fomos atuantes nas conquistas nacionais da Convenção Coletiva (CCT), dos vales refeição e alimentação e da PLR, entre tantos outros direitos e avanços que fazem da categoria bancária um exemplo de organização e força.
Nova diretoria
Mantendo a tradição de uma entidade que se atualiza e busca responder às exigências do nosso contexto, ontem (24) realizamos a eleição da chapa que vai assumir os rumos da entidade pelos próximos quatro anos. É com muito orgulho que anunciamos a eleição da Chapa 1, com Letícia Mariano na presidência, encabeçando uma diretoria executiva com presença majoritária de mulheres. Essa vitória reafirma o nosso compromisso com a igualdade de oportunidades e a diversidade na liderança da luta.
Desafios de um novo tempo
Os desafios dos bancários e financiários para o presente e para o futuro são imensos. Enfrentamos uma revolução tecnológica e uma digitalização acelerada, que têm sido usadas pelos bancos como justificativa para o fechamento de agências e o corte drástico de postos de trabalho. A precarização também se reinventa por meio da “pejotização”, da concorrência com as fintechs e das terceirizações fraudulentas que tentam retirar os direitos garantidos em nossa CCT. Somado a isso, sofremos com a pressão diária por metas abusivas, fator que tem gerado um adoecimento mental alarmante na categoria, com crescentes casos de ansiedade e burnout.
Para enfrentar esse cenário, as nossas ações neste ano comemorativo serão intensas. Teremos, em breve, a posse da nova diretoria e o lançamento do nosso livro comemorativo de 40 anos, previsto para junho: um registro essencial da nossa memória e um instrumento de formação para as novas gerações. Além disso, nos prepararemos com força total para a Campanha Nacional dos Bancários, que começa de forma democrática com a Consulta Nacional dos bancários, passa pelo período de encontros e conferências (estaduais e nacionais, de bancos públicos e privados), e segue para a dura negociação com a Fenaban. O nosso objetivo final, com a assinatura da nossa CCT e dos acordos específicos, é claro: buscamos não apenas manter nossos direitos históricos, mas obter aumento real dos salários e avançar em novas pautas, especialmente na defesa da saúde e do emprego. Buscaremos trilhar o mesmo caminho junto aos financiários, que agora também conquistaram acordo coletivo por dois anos e seguem fortalecendo seus direitos.
A saída para os nossos desafios é, e sempre será, coletiva. Que venham as próximas batalhas, pois a nossa base continuará forte e mobilizada.
Vida longa ao Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região!