Na última quarta-feira (9) aconteceu o segundo encontro entre representantes do Banco Itaú, a direção da FETEC-CUT/SP e sindicatos de sua base, dentro do projeto “Agenda Ativa”, que tem como propósito a escuta e resolução de problemas dos bancários em sua respectiva região.
De acordo com Ana Lúcia Ramos Pinto, secretária-geral da FETEC-CUT/SP, o encontro tratou de condições de trabalho, rotatividade, transferências, funções em extinção, metas abusivas e adoecimento, até gestão de recursos humanos, demissões e fechamento de agências.
As diretoras Letícia Mariano e Pamela Leite, do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região, participaram do encontro e introduziram temas que impactam nossa região, como o projeto piloto das metas trimestrais e o modo como funcionários que não tem certificação estão sendo tratados pelo banco.
Depois de muita insistência dos sindicatos, o banco Itaú formulou um projeto piloto que propõe um novo tratamento às metas. Jundiaí participa dessa iniciativa, que estabelece metas coletivas trimestrais. Letícia Mariano apontou que a proposta só trará bons resultados se o banco abandonar a lógica das metas abusivas e se dispor ao diálogo constante sobre o tema: “de nada adianta, por exemplo, cobrar que as metas trimestrais sejam alcançadas em um mês e meio”.
Outro assunto apresentado por nossas diretoras, que encontrou repercussão nas demais representações sindicais, é o tratamento injusto que o banco está dispensando aos funcionários que não possuem certificação, que, por vezes, atinge de modo mais efetivo funcionários mais antigos ou oriundos da função de caixa. “Somos contrários a essa conduta do banco de advertir, punir e ameaçar de demissão por justa causa quem não tem certificação. Isso precisa mudar”.
Temas como segurança nos bancos, os espaços Itaú, fechamento de agências também foram discutidos e o banco assumiu o compromisso de analisar com atenção cada tema apontado e apresentar respostas aos sindicatos.
Outros temas
Com relação às condições de trabalho, como eliminação de funções e transferências, o banco alega estarem relacionadas à reestruturação e comprometeu-se a intensificar a supervisão, atendendo às demandas de forma ágil.
Sobre a gestão interna das agências, os representantes do Itaú informam que o GA é responsável por definir a abordagem de trabalho mais adequada, em consonância com as diretrizes estabelecidas pelo banco.
Para a secretária-geral da FETEC-CUT/SP, a iniciativa do Itaú é de total relevância para o movimento sindical. “Temas gerais da categoria são negociadas pelo Comando Nacional e pelas COEs, que nos representam na mesa de negociação, no entanto, essa aproximação do banco com os dirigentes, que vivenciam de perto as realidades locais de suas bases, é de suma importância”.
Letícia Mariano aponta que a iniciativa da “Agenda Ativa” é importante por reafirmar a principal ferramenta de negociação dos sindicatos: o diálogo. “Vamos aguardar as respostas do banco e continuar acompanhando de perto a realidade dos trabalhadores e trabalhadoras em nossa base”.
Com informações da FETEC CUT SP