Às vésperas de completar 86 anos, faleceu o jornalista e escritor Wladimir Pomar, na madrugada desta sexta-feira (9).
Militante do Partido Comunista desde os 13 anos de idade, a partir de 1950 atuou no movimento estudantil e teve uma vida marcada por lutas, perseguições e prisões. Influenciou tanto o pensamento quanto a ação das causas dos trabalhadores no Brasil, ingressando no Partido dos Trabalhadores em 1984.
“Preso em 1964, por resistir ao golpe militar, Wladimir viveu na clandestinidade até 1976, sendo novamente preso no chamado Massacre da Lapa, quando perderam a vida Ângelo Arroyo, João Batista Franco Drummond e seu pai, Pedro Pomar.”, destacou seu filho, Walter Pomar.
O presidente Lula lembrou do empenho de Wladimir Pomar pelas causas sociais: em toda a sua vida: “enfrentando a ditadura e a repressão em diferentes momentos da história do Brasil. Foi da Executiva Nacional do PT, coordenou o Instituto Cajamar e minha primeira campanha em 1989”.
“É uma grande perda. Wladimir atuou bastante na formação política e dedicou boa tarde de sua vida para desenvolver um pensamento militante crítico e atuante no país, contribuindo grandemente na luta dos trabalhadores”, lamentou Rafael Zanon, secretário de Formação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).
Wladimir Ventura Torres Pomar nasceu em Belém do Pará, em 1936. Filho de Catarina Torres e Pedro Pomar, deixa 4 bisnetos e 3 bisnetas, 7 netos e 4 netas, 3 filhos e sua esposa Rachel. Seu legado que permanecerá vivo na história da luta pela igualdade social no Brasil.
Veja aqui o texto escrito por seu filho, Walter Pomar, por ocasião do falecimento de seu pai.
Wladimir Pomar presente!
Com informações de Perseu Abramo e Contraf-CUT.