Banco do Brasil acoberta assédio moral na região de Jundiaí

Resposta da Gestão de Pessoas comprova que assédio moral é institucional no Banco do Brasil

 

Após a transferência do gestor de uma agência do BB no município de Franco da Rocha, região metropolitana de São Paulo, denunciado por assédio moral desde 2022 (confira matéria do caso), o Sindicato dos Bancários de Jundiaí e região recebeu pedidos de funcionários da unidade para buscar a revisão das avaliações negativas na GDP (Gestão de Desempenho Profissional) realizadas pela gestão.

A intenção é revelar que as notas ruins podem ter sido atribuídas pelo gerente em represália às denúncias que sofrera em decorrência da gestão tóxica.

A entidade procurou a Gestão de Pessoas do Banco do Brasil (Gepes), solicitando a revisão das notas. No entanto, somente um mês depois a Gepes comunicou, por telefone, que as notas não poderiam ser retificadas, por terem sido atribuídas de acordo com as normas do banco.

O Sindicato questionou se o processo de assédio moral, divulgado publicamente, não tornava evidente a revisão das avaliações, mas a representante da Gepes declarou não haver nenhum processo interno e que o gestor foi transferido por solicitação e não por conta das denúncias de assédio.

“A representante ainda deixou claro que nos dois casos de assédio moral na base do Sindicato de Jundiaí, em Franco da Rocha e Várzea Paulista, os acusados de assédio moral só foram transferidos porque houve o pedido de transferência”, explica Álvaro.

Os dois casos levaram aproximadamente um ano para obter uma solução e, só então, houve um certo alívio para os funcionários que sofreram pressão por metas e assédio moral.

Para a direção do Sindicato, a situação mostra o pouco interesse do banco em resolver esse tipo de situação.

“A intenção do Sindicato jamais é a de prejudicar a carreira de ninguém. No entanto, o BB precisa ser mais proativo em ouvir as entidades representativas e os funcionários, agindo para coibir situações de assédio e pressão, trabalhando para amenizar os efeitos negativos desse tipo de gestão, como, por exemplo, as avaliações negativas vistas como forma de represália”, afirma Álvaro.

”Esse fato comprova que o assédio moral é algo institucionalizado no Banco do Brasil, que acoberta os temas dessa gravidade, em vez de buscar resolvê-los e amenizar suas consequências”, conclui a direção do Sindicato.

fonte Seeb Jundiaí

 

 

 

 

fonte Seeb Jundiaí

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