Os problemas de saúde atingem também os próprios gestores que acabam cometendo condutas impróprias e agressivas.
As condições de trabalho dentro das agências do Banco do Brasil estão cada dia mais tóxicas. Isso está acontecendo em virtude de uma política de cobrança de metas abusivas e inacessíveis implantada nos últimos anos. Verdadeiros bombardeios de cobranças são realizados por todos os canais possíveis em vários horários, além das reuniões virtuais que acontecem diariamente. Essa prática está trazendo grandes prejuízos à saúde dos funcionários.
Alguns gestores conseguem atenuar os impactos das cobranças, mas infelizmente muitos acabam ampliando e ultrapassando a linha do bom senso, chegando muitas vezes à prática de assédio moral. Isso tem acontecido com muita frequência nas agências, resultando em afastamentos por estresse e depressão.
Os problemas de saúde atingem também os próprios gestores que acabam cometendo condutas impróprias e agressivas.
Na região de Jundiaí há dois casos de assédio moral denunciados pelo Sindicato dos Bancários de Jundiaí e região. Um deles acontece há mais de dois anos em Várzea Paulista.
O Sindicato cobrou do banco uma solução para o problema, mas a situação persiste.
Outro caso acontece em Franco da Rocha, que também foi denunciado amplamente, mas continua da mesma forma.
Recentemente a Gepes, órgão interno da diretoria de pessoas, procurou o sindicato e informou que realizaram oitivas nas unidades, mas que, embora haja reclamações sobre alguns temas, ainda não podem tomar medidas como em caso de assédio moral. Outro fator que prejudica, segundo a Gepes, é que os funcionários não acionaram a ouvidoria interna.
Essa resposta de tomar providências apenas quando as vítimas registram internamente as denúncias dificulta que os casos venham à tona, pois as pessoas já realizaram a denúncia ao sindicato, que é um representante legítimo dos funcionários.
Ao criar muitas exigências pode-se dificultar a solução do problema. Embora a ouvidoria interna seja uma ferramenta importante, e que o sindicato estimule o registro dos problemas no ambiente de trabalho junto à ouvidoria, é preciso considerar que a direção da entidade apenas leva as denúncias à frente quando os casos são consistentes.
O Sindicato está esperançoso com a nova direção do banco, que parece mais sintonizada às necessidades dos funcionários e na prioridade a um ambiente de trabalho saudável. De toda forma, o desafio será grande, porque há práticas negativas enraizadas no comportamento de muitos gestores.