Para Takemoto, é possível reconstruir um novo país e a Caixa é indispensável para o Brasil

Em mensagem aos congressistas, Lula diz que é preciso ter a sensibilidade da categoria bancária para resistir e fazer o enfrentamento a esse governo de destruição

 

Reconstruir o Brasil que a gente quer foi o tema da abertura do 6º Congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), realizada na tarde desta sexta-feira (1º), em São Paulo.

Com parte dos delegados – eleitos em seus sindicatos – participando presencialmente e outra online, por conta da pandemia da covid-19, a abertura do Congresso destacou os desafios da luta coletiva em um cenário adverso para os trabalhadores, com a retirada de direitos e o aumento do desemprego.

Coordenada por Gustavo Tabatinga, secretário Geral da Contraf-CUT, a tarde desta sexta-feira contou com a presença de entidades representativas dos trabalhadores, entre elas, a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), representada pelo presidente Sergio Takemoto.

Ao dar início ao evento, a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira disse que não é à toa que o Congresso tem como tema Reconstruir o Brasil que a gente quer. “Queremos um Brasil sem fome, sem desemprego, sem miséria, sem desigualdade. Não este país que estamos vivendo neste momento, da destruição, dos retrocessos”, afirmou a dirigente.

Juvandia lembrou que há quatro anos, na quinta edição do Congresso, foi um momento difícil, com o anúncio da prisão arbitrária do ex-presidente Lula. Passados quatro anos de muita luta e resistência, a categoria volta a se reunir com a esperança renovada. Com a esperança de retomar um projeto de “país inclusivo, com distribuição de renda, que foi retirado do mapa da fome. Foi este projeto que foi atacado. Atacaram um modelo de país, com interesses no petróleo, no pré-sal, em nossa engenharia. Esse era o objetivo: tomar o Brasil de assalto, incluindo as nossas riquezas. Estamos vivendo um ataque à soberania, à democracia e com Bolsonaro este ataque se aprofunda, pois é um ataque inclusive civilizatório, de tudo que a gente tinha avançado”, pontuou Juvandia.

Para Sergio Takemoto desde o golpe da presidenta Dilma o país assistiu a destruição do avanço dos governos democráticos, mesmo que por um curto período, mas foi possível de mostrar para a população que é possível construir uma nova sociedade e fazer um mundo melhor. “O Brasil tem hoje 14 milhões de desempregados, mais da metade da população vivendo em insegurança alimentar. Em 2014 o país saiu do mapa da fome, dois anos depois do golpe voltou. Isso demostra que é muito fácil destruir aquilo que foi construído ‘às duras penas’, e mais, demonstra que precisamos reconstruir esse país. Fazer uma reconciliação com a democracia, com os direitos dos trabalhadores, com um país mais justo, mais solidário e com justiça social”, ressaltou Takemoto aos congressistas e ainda relatou que os indicadores são bem piores em muitas áreas, econômicas, sociais, políticas e lamentavelmente na área da saúde.

Takemoto citou o exemplo de uma pesquisa que a Fenae realizou e, que em 2018, 30% dos empregados da Caixa sofriam de alguma doença laboral, em 2021 o estudo mostrou que a saúde dos trabalhadores piorou, passando para 40%. “Isso demonstra que a saúde do trabalhador é incompatível com esse sistema que nós estamos vivendo. Nós precisamos de um novo modelo, que olhe os trabalhadores e para a população brasileira, disse.

Para o presidente da Fenae não dá para aceitar que um governo fale em privatizar a Caixa ou qualquer empresa pública. “Enquanto houver um trabalhador, uma trabalhadora que não tenha uma moradia digna, enquanto houver uma rua sem saneamento básico, enquanto houver uma criança fora da escola, a Caixa é indispensável para este país. Precisamos lutar pela manutenção da Caixa 100% Pública e pelas empresas públicas. E não é possível com esse governo e com essa elite retrograda neste país. Precisamos mudar e não vão nos calar!”, concluiu o dirigente na abertura do congresso.

A presidenta da Contraf-CUT declarou aberto o 6º Congresso com uma mensagem do presidente Lula.

“Precisamos ter muita sensibilidade para tirar o Brasil da situação que ele se encontra. O Brasil foi semidestruído. Para construir uma coisa, por menos que seja, leva anos e para destruir leva um minuto. Esse genocida e fascista que está governando o país é um destruidor, junto com o seu ministro da economia. Eles querem privatizar tudo. Exatamente uma categoria do porte de vocês bancários é que pode resistir e fazer muita luta e enfrentamento”, afirmou Lula.

O Congresso segue até domingo (3) e definirá a nova direção executiva e seus suplentes, o conselho fiscal e seus suplentes e o conselho diretivo da Contraf-CUT. Também serão debatidas alterações no estatuto e a linha política e organizativa da Confederação no próximo mandato, com duração de quatro anos.

fonte FENAE

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