Por Paulo Malerba
O mundo vive o terceiro ano consecutivo da pandemia de covid-19. Embora com a maior parte da população com esquema vacinal completo, próximos a 75% do total, no caso brasileiro, o dinamismo das mutações do vírus levam a novas ondas de contaminação, como tem sido observada em muitos países, a exemplo do Brasil, neste início de ano. De maneira concomitante, observa-se a circulação do vírus da gripe, que evidencia um quadro que merece atenção das autoridades sanitárias e de toda população.
As vacinas são o elemento fundamental para a superação da pandemia. Elas reduzem as possibilidades de infecção e, quando ocorre, mostra-se em sintomas mais leves que, na maioria das situações, não demandam atendimento hospitalar.
No ano de 2020 e 2021, em diálogo com os sindicatos, o BB adotou protocolo de prevenção à covid-19 que permitiu melhor controle sobre os casos positivos e evitou que houvesse significativa disseminação do vírus entre os funcionários.
No entanto, em 2022, o banco abandonou o protocolo que funcionava relativamente bem, e se nega a conversar com os sindicatos e tomar medidas mais contundentes para impedir novos casos de covid-19.
Com isso, mesmo em agências e departamentos que apresentaram vários casos confirmados, não há testagem de todos empregados que estavam próximos das pessoas diagnosticadas com covid-19 e nem mesmo cuidados adicionais para prevenir os empregados frente a um surto da doença associado com contaminação pela gripe Influenza H3N2.
A situação merece olhar especial pelo banco, porque até mesmo o serviço de telemedicina da Cassi enfrenta dificuldades e filas para dar conta do volume de pessoas com sintomas gripais.
A direção do banco e o governo federal se mostram negligentes com a saúde dos funcionários.
Os sindicatos discordam dessa postura do Banco do Brasil e acionaram o Ministério Público do Trabalho (MPT) para mediar a relação com o BB, que deveria ter como prioridade a saúde de seus funcionários, terceirizados e clientes. Estamos vencendo a luta contra a pandemia, não é momento de descuidar da prevenção.
Paulo Malerba
Doutor em Ciência Política
Presidente do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e região