De acordo com o IBGE, dentre os grupos que mais contribuíram com o aumento geral da inflação estão os transportes (21,35%), a habitação (14,67%) e os artigos de residência (12,18%)
Foi divulgado nesta quinta-feira (23) o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial do País. O valor medido pelo índice do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou em 10,42%, a maior taxa para um ano desde 2015, quando o indicador atingiu 10,71%. Para efeito de comparação, no ano passado – 2020 – a inflação foi de 4,23%.
De acordo com o IBGE, dentre os grupos que mais contribuíram com o aumento geral da inflação estão os transportes (21,35%), a habitação (14,67%) e os artigos de residência (12,18%). Já o grupo de alimentos e bebidas, que teve um grande aumento no início de 2021, fechou o ano com aumento de 8,68%.
Conforme explica o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em seu Boletim de Conjuntura de dezembro, a alta da inflação penalizou de forma desigual as diferentes classes sociais.
Isso aconteceu, segundo o Dieese, porque: “Não é apenas a alimentação que pesa no custo de vida das famílias de menor renda. As sucessivas altas nos valores da energia elétrica e do botijão de gás, que acumularam taxas de 30,3% e 37,9%3, respectivamente, também trazem grandes desafios à sobrevivência da população mais carente”.
A inflação em dezembro
Além da divulgação da prévia da inflação do ano de 2021, o IPCA-15 também trouxe a prévia da inflação do mês de dezembro. O último mês de 2021 trouxe um aumento do custo de vida na ordem de 0,78%. O valor é menor do que o registrado em novembro, 1,17%, e também em relação à dezembro do ano anterior – 2020 – que ficou em 1,06%.
Os aumentos de preço em dezembro foram quase generalizados, com excessão dos grupos de saúde e cuidados pessoais, que apresentou queda de – 0,73% – e educação, cujos preços se mantiveram estáveis. Na outra ponta, os principais aumentos ocorreram no grupo dos transportes. O preço dos combustíveis, ficou em 3,40%. Etanol, gasolina e diesel subiram respectivamente, 4,54%, 3,38% e 2,22%.
Na habitação, o maior impacto ficou a cargo do aumento da conta de luz (0,96%) e no grupo alimentação a alta se deveu principalmente ao café – que subiu 9,10% em dezembro – as frutas (4,10%), as carnes (0,90%) e a cebola (19,40%).
Fonte: Reconta Aí, com informações da Agência Brasil e do IBGE.