Itaú faz funcionários voltarem ao presencial e inicia nova onda de demissões. Categoria se mobiliza nas redes

Hashtag #QueVergonhaItaú ficou entre os assuntos mais comentados do Twitter no Brasil

 

Os funcionários do Itaú deram o seu recado nas redes sociais nesta segunda-feira (4). Antes o apagão das redes sociais ligadas ao Facebook, a hashtag #QueVergonhaItaú ficou entre os assuntos mais comentados do Twitter no Brasil.

Graças a uma ação de mobilização dos sindicatos de todo o Brasil que se organizaram para denunciar as centenas de demissões promovidas pelo banco durante a pandemia e também a pressão a que os trabalhadores estão sendo submetidos na empresa para o cumprimento de metas absurdas.

”O Itaú é de fato uma vergonha”, atesta a diretora Letícia Mariano, do Sindicato de Jundiaí e região. ”Eles chamaram até os profissionais que fazem parte do grupo de risco para a volta ao presencial, sem negociar com a categoria, com a desculpa de que faltam funcionários nas agências. Agora iniciaram uma nova onda de demissões, inclusive em nossa base. É muito absurdo!”, contesta.

“Os sucessivos processos de reestruturação do banco têm afetado significativamente os trabalhadores por meio de demissões, fechamento de agências e alteração nas funções. Simultaneamente, os programas de metas abusivas determinados pela direção do banco têm gerado uma realidade de assédio moral institucionalizado na empresa, o que também tem resultado no adoecimento de um grande número de bancários. Todas estas medidas tomadas pela direção da instituição financeira elevam a sobrecarga de trabalho e ampliam a rotatividade nos postos de trabalho”, explicou o coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Jair Alves.

Retorno ao trabalho presencial

Nesta segunda-feira (4), começou o processo de retorno ao trabalho presencial dos funcionários do grupo de risco. A COE Itaú orienta os trabalhadores a procurarem o sindicato de sua base caso haja algum tipo de irregularidade. Todo o processo de retorno está sendo acompanhado pelo movimento sindical.

 

fontes Contraf e Seeb Jundiaí

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