Bancários terão reajuste de 10,97%

Índice tem ganho real de 0,5% acima do INPC acumulado entre setembro de 2020 a agosto de 2021, que ficou em 10,42%

 

Os bancários terão reajuste de 10,97% nos salários, vales refeição e alimentação e demais direitos econômicos estabelecidos pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, com ganho de real de 0,5% acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado entre setembro de 2020 e agosto de 2021, que ficou em 10,42%.

Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e região, Paulo Malerba, a estratégia do Sindicato em assinar a convenção coletiva por dois anos mostrou-se acertada.

“Enquanto a maioria das categorias amarga perdas no poder de compra dos salários, os bancários terão a recomposição integral do valor da inflação e mais aumento real de salários, benefícios e PLR. Diante de um quadro de instabilidade econômica, com estagnação e até redução no PIB, crise sanitária, hídrica e elétrica, crise institucional com efeitos na confiança dos investidores, saímos fortalecidos, com direitos e condições econômicas garantidas. Apesar dos descaminhos da política econômica, seguimos firmes”.

 

Segundo dados do Ministério do Trabalho compilados pelo DIEESE, até julho de 2021, apenas 17,5% dos reajustes foram acima do INPC, 32,2% iguais ao INPC e 50,3% abaixo do INPC.

Cálculo do reajuste dos bancários

O economista Gustavo Cavarzan, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), alerta que algumas pessoas podem achar que existe erro na porcentagem de reajuste. “O cálculo não é feito com a simples soma de 10,42% mais 0,5%. Existe uma fórmula de cálculo composto para se calcular o ganho real”, explicou.

Para se chegar ao índice de reajuste deve-se somar 10,42%+1 e 0,5%+1 e multiplicar os resultados, depois se subtrair 1 e se multiplicar por 100 para se se chegar à porcentagem. A fórmula é a seguinte: (1+10,42%) x (1+0,5%) -1.

Histórico de aumento

A categoria vem obtendo aumento real no decorrer da história. Desde 2004, o ganho real acumulado é de 21,94%. Considerando os pisos salariais o ganho real é ainda maior, chegando a 43,56% neste mesmo período. “Isso ocorre porque, em muitos anos, os pisos tiveram reajuste diferenciado, acima do reajuste geral dos salários”, explicou o economista do Dieese.

fonte CONTRAF CUT

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