Cresce número de desligamentos por morte no emprego

Estudo do Dieese aponta que entre o 1o semestre de 2020 e 2021 houve aumento de 71,6% do número de desligamentos por morte

De acordo com o Boletim ‘Emprego em Pauta’, elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o número de desligamentos por morte de trabalhadores com carteira assinada cresceu 71,6% durante o primeiro ano da pandemia.

Em números, essa porcentagem representa um aumento de 13,2 mil entre 2019 e 2020, passando para 22,6 mil entre 2020 e 2021.

Nesse sentido, os trabalhadores ligados a atividades de atenção à saúde humana foram os mais penalizados: entre médicos, o tipo de desligamento triplicou e entre enfermeiros, duplicou. Já em relação à localização dessas perdas, o estado do Amazonas teve o maior número de desligamentos por morte: 437,7% em relação ao ano anterior.

Desligamentos por morte na área da educação
Professoras e professores também entram no triste destaque do número de desligamentos por morte no Brasil. Na educação, o aumento foi de 106,7%, mesmo que as escolas tenham ficado fechadas em grande parte do ano na maioria dos estados.

Impactados também pelas aulas presenciais, mas não só por elas, os desligamentos por morte na área dos transportes ficaram em 95,2%; a quantidade de desligamentos nos setores de armazenagem e correios.

Outro destaque do estudo do Dieese ficou por conta dos deligamentos dos trabalhadores de atividades administrativas e serviços complementares, com 78,7% e os serviços sociais (agregado), com 71,7%.

(fonte: Reconta Aí) / foto de capa: Ato em São Paulo relembra trabalhadores da saúde mortos pela covid – Elineudo Meira/ Fotos Públicas

 

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