Sindicato e Apcef/SP exigem ampliação do diálogo com as superintendências; reunião avançou neste sentido, com abertura para futuras reuniões; também foi cobrado mais empregados e acompanhamento dos casos de covid-19, além de abordadas transferências e apontamentos para descomissionamento na SR Sul
SP – Representantes dos empregados da Caixa pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e pela Apcef/SP reuniram-se nesta segunda-feira 12 com os superintendentes de Rede (SR) de São Paulo das regiões norte, sul, centro e leste.
Foi enfatizada a importância de se buscar sempre o diálogo com as entidades em tudo que atingir a vida dos trabalhadores.
Nas reuniões desta segunda-feira 12 também foi cobrado mais empregados para a Caixa e melhor acompanhamento dos casos de Covid-19.
Também foram tratadas as movimentações e cobrado respeito ao momento impactado pela pandemia de covid-19, quando o maior desafio atual é sobreviver e garantir a sobrevivência para o povo brasileiro.
No caso do apontamento de descomissionamento de cinco trabalhadores feito no âmbito da SR SP Sul – sob alegação de produtividade, além de outras questões –, se tivessem sido consultadas, as entidades representativas dos empregados teriam deixado claro que o momento não é para descomissionamento, muito menos por venda de produtos, pois a sociedade não está podendo comprar.
O Sindicato e a Apcef/SP indicaram reorientação dos SEV (Superintendentes Executivo de varejo), uma vez que eles teriam indicado o descomissionanento. O SR da SP Sul garantiu que o descomissionanento dos colegas não será levado a cabo, e os casos serão acompanhados pelo próprio superintendente.
O Sindicato protestou contra as transferências em massa que, aliadas aos apontamentos e aos mais de 80 “feedbacks pontuais” (que não causam descomissionamento) causaram grande desconforto e temor nos empregados.
Representantes dos empregados e o superintendente chegaram à conclusão conjunta sobre possibilidade da utilização com parcimônica do “feedback pontual” para que os empregados entendam como está a visão da chefia sobre seu trabalho. Contudo, os representantes dos trabalhadores reforçaram que, por conta da pandemia, não é o momento adequado para apontamentos a fim de descomissionamento, ainda mais quando relacionado à produtividade por venda de produtos e metas.
“Todos temos concordância, inclusive a empresa, que meta individual de R$ 1 milhão por GG seria desumano”, ressalta Dionísio Reis, diretor executivo do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e empregado da Caixa.
O SR SP Sul negou haver meta individual de venda das ações para o IPO da Caixa Seguridade e afirmou que as metas são da unidade. Ele também deixou claro que os apontamentos foram feitos pelos Superintendentes Executivos de Varejo (SEV), subordinados e há mais tempo que ele nos cargos. Acrescentou ainda que os apontamentos foram dados não só por produtividade, mas também por questões de conduta.
Entretanto, foi dada a garantia de que haverá acompanhamento e o não descomissionamento daqueles trabalhadores. O SR SP Sul também afirmou que a sua superintendência terá mais cuidado em futuras movimentações, já que aquela superintendência foi o foco desta situação.
“No geral, as reuniões foram muito positivas e os empregados que tiverem problemas devem encaminhar ao Sindicato. Nossa principal conquista é o aumento do diálogo”, relata Dionísio Reis.
Empregados devem denunciar qualquer cobrança abusivas de meta ou assédio moral.