Em plena pandemia, BB investe na tortura psicológica pra funcionários baterem metas

É lamentável que um banco público, com uma história tão importante,  se preste a um papel tão baixo.

Estamos vivendo tempos difíceis com a pandemia. Perdemos amigos, conhecidos e familiares diariamente e enfrentamos uma crise social sem precedentes, com recordes de desempregos e falências de empresas, o que tem deixado uma parcela considerável da população em estado de miséria absoluta.

Mas para o Banco do Brasil nada disso importa ou sensibiliza seus diretores e regionais.  Como se vivessem em um mundo paralelo, prosseguem assediando funcionários para o cumprimento de metas que simplesmente são inatingíveis. Já o eram antes da pandemia, agora só trazem pavor e caos no ambiente de trabalho e no home office.

A situação dos funcionários do BB é chocante. Eles recebem áudios diários, muitas vezes de manhã e à tarde, com exigências que repetem a mesma ladainha: ”precisa vender!!”.

Para reforçar essa tortura, e-mails e mensagens vão borbulhando nos celulares e notebooks dos profissionais, já apavorados com a pandemia e exauridos com um serviço e uma cobrança que não tem fim. Lembrando que a meta agora não é mais 100%, mas 120%! Quem não é do banco pode imaginar que estamos exagerando. Mas, infelizmente, é a mais pura verdade.

Nesse ”mundo de Nárnia” em que vivem diretores e gestores, eles seguem desprezado a conjuntura horrenda do país e não aceitam desculpas pelo não cumprimento de metas.

A fórmula é óbvia: a soma de tanta pressão é igual a transtornos mentais, incluindo as dilacerantes crises de pânico e ansiedade. Apavorados, muitos trabalhadores já necessitam de remédios fortíssimos para dormir e mais tantos outros para enfrentar a jornada de tortura diária do banco.

É lamentável que um banco público, com uma história tão importante, desde sua fundação, até sua presença fundamental na vida de tantas famílias, se preste a esse papel tão baixo.

É urgente que o banco reveja seus procedimentos e trate seus funcionários com o minimo de respeito e humanidade.

O Sindicato continua monitorando todas as agências e, se preciso, atuando com seu Departamento Jurídico diante de tanta injustiça e retrocesso.

Se você trabalha no Banco do Brasil de nossa base e está sofrendo essa tortura, esse assédio moral, fale conosco.

Não vá além do seu limite a ponto de adoecer.

O sigilo é absoluto.

Álvaro Pires, diretor do Sindicato e funcionário do BB

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