”Bater meta nunca foi serviço essencial”

Em plena pandemia do #Covid19, gestão de uma das agências do Itaú-Unibanco em Jundiaí quer atrair clientes in loco para bater metas.

A irresponsabilidade de alguns profissionais chega a ser espantosa. Em plena pandemia de Coronavírus, com notas oficiais das secretarias de saúde de todas as instâncias, com cidades inteiras fechando as portas de seus comércios e mantendo apenas os serviços primordiais, o Sindicato recebe denúncias de que ainda tem gestores deixando suas equipes de cabelo em pé por conta de metas. 

É o caso de uma agência do Itaú-Unibanco em Jundiaí em que a gestão exige cumprimento de metas e, para piorar o quadro, está pressionando funcionários a contatar clientes e atraí-los para a agência, em carne e osso.

Para quem se informa em fontes oficiais, está sabendo que a Fenaban, após reivindicação dos sindicatos e do Comando Nacional dos Bancários, já concordou em liberar trabalhadores que fazem parte do grupo de risco, como gestantes, cardíacos, doentes crônicos e pessoas acima dos 60 anos, com dispensa ou serviço em home office.

E para quem se informa mais ainda, também está sabendo que o Itaú-Unibaco deliberou que TODAS as agências do país receberão pontuação mínima do Agir, ou a média dos três últimos meses. Portanto, nenhuma agência ficará sem pontuação enquanto o país estiver em quarentena.

‘’Esse não é o momento para mostrar serviço ao chefe. É momento de ter respeito pela vida dos colegas e dos clientes’’, afirma a Secretária de Finanças do Sindicato em Jundiaí, Letícia Mariano.

Segundo ela, a direção do Sindicato está em contato direto com a gerência regional do Itaú para avançar ainda mais nessa questão sobre a exposição dos trabalhadores em época de vírus.

Seguindo as deliberações da Fenaban, o Itaú já se comprometeu a liberar funcionários que fazem parte do grupo de alto risco e também iniciou o sistema de rodízio onde há essa possibilidade.

‘’Os bancos só estão abertos porque oferecem alguns serviços que são essenciais. Bater meta nunca foi nem jamais será serviço essencial’’, conclui Letícia.

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