Setor de Serviços foi o destaque nestas contratações, com 39.716 novas vagas em 2019
Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), das 664 mil vagas de emprego formal criadas no Brasil no ano de 2019, 16,5% as vagas eram de trabalho intermitente ou de regime de tempo parcial, o que corresponde, respectivamente, a 85.716 e 20.360 empregos.
No trabalho intermitente, o empregado ganha por hora trabalhada, enquanto no de tempo parcial há a possibilidade de jornadas de até 26 ou 30 horas semanais.
Essa modalidade de contratação obriga o trabalhador a ficar à disposição do empregador. Quando o trabalhador é chamado para prestar o serviço, recebe apenas pelas horas trabalhadas. Ou seja, se o trabalhador não for chamado, ele não recebe nada.
Segundo o Caged, o setor de Serviços foi o destaque nestas contratações, com 39.716 novas vagas em 2019. No Comércio, o saldo ficou em 24.327 postos; na Indústria de Transformação, 10.459; e na Construção Civil, 10.044. As principais ocupações foram assistente de vendas, repositor de mercadorias e vigilante.
Um levantamento do Dieese mostra que no final de 2018, somente metade dos trabalhadores da modalidade trabalho intermitente conseguiu rendimentos de pelo menos um salário mínimo.
A remuneração mensal dos trabalhadores foi, em média, de apenas R$ 763. Ou seja, a renda média mensal correspondeu a cerca de 80% de um salário mínimo.
Os trabalhadores contratados sob essa modalidade trabalharam apenas um mês a cada três. Isso fez com que a renda média mensal fosse de 80% de um salário mínimo.
Fonte: Reconta Aí e DIAP