O objetivo é transferir empregados da Matriz e das filiais para os pontos de venda.
A Caixa divulgou nesta quinta-feira, 30 de maio, uma ação que visa, segundo o Comitê de Realocação Nacional, equalizar a força de trabalho do banco. Parece que, finalmente, a Caixa entendeu que a falta de trabalhadores nas agências é maior do que nas outras áreas. No entanto, a forma como busca solucionar este déficit não parece fruto de um processo de planejamento. Acompanhe o cronograma: – Dia 30, quinta-feira: a Caixa divulga as orientações da Equalização da Força de Trabalho. – Dia 31, sexta-feira, até meio-dia: gestores repassam lista com empregados selecionados para realocação. – Dia 31, sexta-feira: gestores conversam com selecionados e os orientam a acessar o Portal de Realocação. – Dia 3 de junho, segunda-feira: vídeo streaming com equipes para falar sobre a reorganização. – Até 6 de junho, quinta-feira: os selecionados devem indicar a unidade de seu interesse, a partir de unidades pré-selecionadas. Quase uma prova de múltipla escola. Quem não se manifestar no Portal, a Depes definirá a unidade recebedora. Programa de Demissão Voluntária – Um dia depois de encerrar o prazo para o empregado da área-meio escolher a nova unidade de trabalho, termina o prazo para aderir ao Programa de Demissão Voluntária (PDV). A intenção da Caixa, com o PDV, é desligar cerca de 3.500 empregados, principalmente aqueles que atuam na Matriz e nos escritórios regionais. Coincidência? Ou mais uma forma de “incentivar” os trabalhadores da Matriz e filiais, áreas com média salarial maior e mais tempo de banco, a aderir ao Programa de Demissão? A Caixa desconhece (assim como todos, já que o Programa ainda está em curso) quantos trabalhadores sairão dessas áreas por meio do PDV e, mesmo assim, lança um programa de realocação, sem avaliar os impactos de cada uma das iniciativas. Uma direção minimamente preparada não decidiria a reorganização sem informação do alcance do PDV. Fonte: APCEF/SP