BB inaugura em SP “loja de atendimento”, uma agência sem bancários e com trabalhadores terceirizados.
O Banco do Brasil inaugurou no dia 10 de abril, em São Paulo, o que a instituição financeira está chamando de “loja de atendimento”, com funcionários terceirizados que fazem serviços de bancários e bancárias. Isso nada mais é do que um banco sem bancários, uma novidade no Brasil que encontra respaldo na reforma trabalhista, que liberou a terceirização em todas as atividades de uma empresa. O banco sem bancários tem parceria com a iniciativa privada, foi inaugurado sob o conceito “Mais BB Padronizado” e oferece comercialização de produtos.
Os sindicatos alertam sobre o perigo de a novidade se tornar uma regra. “É lamentável que o BB, um banco público, seja o primeiro a inaugurar uma agência sem bancários e bancárias, com todos seus trabalhadores e trabalhadoras terceirizados. Daqui a pouco outras instituições financeiras, principalmente os bancos privados, estarão fazendo o mesmo”, informam os sindicatos
O diretor do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e região, Silvio Rodrigues, funcionário do BB, destaca que neste momento é importante a união de todos os funcionários para combater os abusos que a atual direção do BB vem praticando. “Os trabalhadores precisam ter clareza da necessidade de adesão às mobilizações da Campanha Nacional 2018 a fim de evitar o rebaixamento do padrão de contratação nos bancos”.
E lembra que a reforma trabalhista legaliza não somente a terceirização em qualquer atividade das empresas, mas também outras formas de contratação, como a pejotização, autônomo exclusivo, contrato intermitente e teletrabalho. Por meio delas, a pessoa pode exercer a atividade bancária sem ser um trabalhador bancário, sem ter os mesmos direitos que nós.
Sucateamento
O sucateamento do Banco do Brasil tem se tornado constante. De acordo com dados do balanço do BB, em setembro de 2016 a instituição contava com 112 mil funcionários e 5.430 agências. Em dezembro de 2017, e empresa encolheu para 99 mil bancários e 4.770 unidades bancárias. São 13.590 postos de trabalho e 660 agências a menos em pouco mais de um ano.
O resultado disso, além precarização ainda maior das condições de trabalho e o aumento do adoecimento de bancários e bancárias, é a insatisfação dos clientes. No primeiro trimestre de 2018 o Banco do Brasil foi a terceira instituição financeira com mais de quatro milhões de clientes que mais teve reclamações consideradas procedentes pelo Banco Central.
fonte: seeb SP