Greve Geral mostra força dos trabalhadores de Jundiaí

Mais de mil pessoas participaram das atividades que tiveram início às 5 da manhã com interdição da via Anhanguera

 Pelo menos mil trabalhadores de Jundiaí e região fizeram parte das ações de mobilização durante a Greve Geral realizada em todo o país em protesto às reformas impostas pelo governo ilegítimo de Michel Temer. Sindicatos, movimentos sociais e trabalhadores de vários segmentos começaram o dia interditando a rodovia Anhanguera com uma barricada de pneus em chamas. A rodovia ficou bloqueada por cerca de duas horas no sentido Campinas.

Em seguida, os trabalhadores se encaminharam para a da agência do INSS no centro de Jundiaí, congregando mais manifestantes. Professores de escolas públicas e particulares chegaram tocando tambores e apitos e chamando a atenção da população jundiaiense. Movimentos feministas, de negros, LGBT e dos Sem Terra também participaram das manifestações.

A grande maioria das escolas paralisaram suas atividades. “Não somente as escolas públicas, mas também as escolas particulares somaram forças conosco nesse dia histórico de luta”, disse Sandra Baraldi, presidente do Sindicato dos Professores das Escolas Particulares.

Fé Juncal, presidente da Associação dos Aposentados, disse que a  sociedade começa a tomar consciência do perigo da reforma da Previdência, que também será um retrocesso para quem já se aposentou. “A meta do governo Temer é acabar com a proteção social ao idoso, aos aposentados e pensionistas. É preciso uma reação imediata de toda a sociedade ou os brasileiros vão morrer  trabalhando”.

Marcos Tebom, diretor do Sindicato dos Alimentícios e representante da subsede da CUT, disse que a terceirização e a reforma trabalhista vão transformar os trabalhadores em mercadoria. “Será um vale tudo. Os patrões poderão terceirizar todos os empregados”. Segundo ele,  ‘para piorar o único deputado da região vota contra os trabalhadores”, disse Tebom, referindo-se ao deputado federal Miguel Haddad (PSDB). “Se não reagirmos agora, vamos perder cada um dos direitos que lutamos tantos anos para conquistar”.

Para Douglas Yamagata, Presidente do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e região, a Greve Geral é um marco para o país e comprova que Jundiaí é também uma referência de luta com todos os sindicatos representando a força e importância de cada trabalhador da região. Yamagata informa que os bancários da cidade também cruzaram os braços em protesto à retirada de direitos com a terceirização e a reforma Trabalhista.

As manifestações culminaram com um grande ato na Praça da Matriz, na região central de Jundiaí, contando com a presença de várias centrais sindicais, movimentos sociais, sociedade civil e das 20 entidades que compõem o Movimento Intersindical Unificado de Jundiaí e Região.

20 entidades

O Movimento Intersindical Unificado de Jundiaí e Região é composto pelos sindicatos dos Alimentícios, Apeoesp, Bancários, Ceramistas, Comércio, Construção Civil, Frentistas, Processamento de Dados, Gráficos, Metalúrgicos, Servidores de Itupeva, SinDAE, Servidores de Jundiaí, SindPrev, Sinpro, Sintra Cargas, Subsede da CUT, Químicos, Rodoviários e Associação dos Aposentados.

Douglas Yamagata fala durante ato na praça da Matriz

 

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