Mais de 20 entidades participaram do evento que contestou os retrocessos impostos pelo governo Temer
Com apenas um mês de criação, o Movimento Intersindical Unificado de Jundiaí e região mostrou grande força ao levar mais de 20 entidades ao centro da cidade para o ato em defesa dos direitos dos trabalhadores e aposentados, na manhã desta sexta-feira (21). Entre sindicatos, associações e movimentos sociais, mais de 400 pessoas participaram do evento que teve início na Associação dos Aposentados e saiu em caminhada até a Praça da Matriz, ao som da Bandinha SãoJoanense.
Além dos 12 sindicatos e a Associação dos Aposentados, que compõem o Movimento da região, também estiveram presentes entidades de São Paulo, Campinas, Osasco, São José dos Campos, Embu, Santo André, São Bernardo do Campo e Piracicaba. Faixas com “Fora Temer”, “Não à PEC 241” e “A Previdência é nossa” foram expostas no calçadão atraindo a curiosidade da população.
Douglas Yamagata, presidente do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e região disse que o ato serve para denunciar os retrocessos impostos pelo governo Temer. “A atividade de hoje foi importante porque é necessário denunciarmos para a sociedade as reformas pretendidas por Michel Temer, como a aposentadoria aos 65 anos para todos, o congelamento de gastos na saúde e educação prevista na PEC 241 e as reformas trabalhistas que aniquilam as regulações do trabalho através dos 55 projetos que tramitam no Congresso Nacional.”
Para Fé Juncal, presidente da AAPJR, as reformas apresentadas por Michel Temer irão atingir os que mais precisam de recursos, e também colocam em risco as gerações futuras. “Nunca nos curvaremos ao golpe, ninguém irá tirar os nossos direitos. Iremos paras as ruas quantas vezes forem necessárias para defender as nossas conquistas. Somente a luta nos garante, disse, referindo ao slogan da Campanha Nacional dos Bancários. “Nós aposentados não conseguiremos muito mas estaremos garantindo o futuro das futuras gerações”, declarou.
Segundo ela, neste dia 21 de outubro Jundiaí testemunhou a posição e o enfrentamento dos dirigentes sindicais e de aposentados em relação ao governo fedederal e ao Legislativo.