Bancários de Jundiaí participam de ato em Brasília contra o PLS 555

Bancários de todo o país estão em Brasília para reforçar a mobilização contra a votação, do PLS 555 que possibilita a privatização das companhias públicas.

Ao lado de bancários de todo o Brasil, o presidente do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região, Douglas Yamagata, e o diretor de Comunicação da entidade, Antonio Cortezani, participam em Brasília de ato contra a aprovação do PLS 555, conhecido como Estatuto das Estatais, o que representa um dos maiores retrocessos de todos os tempos ao possibilitar uma nova onda de privatizações das empresas públicas do país.

De Brasília, Douglas informa que a votação do PLS 555 poderá acontecer nesta quarta-feira (2). Segundo o presidente do Sindicato, a presença dos bancários reforça o movimento contra o PL e amplia a pressão para maior adesão dos parlamentares. “Hoje estivemos em diversos gabinetes de senadores, inclusive da Marta Suplicy (PMDB), esclarecendo os prejuízos do PL e cobrando o posicionamento contrário”.

Para Cortezani, é inadmissível que um projeto desses seja votado sem que a sociedade, os trabalhadores, as empresas e o próprio governo discutam isso de forma mais clara. “É um grande absurdo que as estatais saiam do controle do governo, que é eleito pela população, e passem a ser controladas pelo capital”, comenta.  A principal consequência para a Caixa, segundo o diretor, é a empresa deixar de ser 100% pública. “Ou seja, todos os recursos que são direcionados para a área social, vão para o bolso de acionistas que provavelmente vão adquirir ações da Caixa na Bolsa de Valores”.

DNA tucano

O Projeto de Lei do Senado (PLS) 555, conhecido como ´Estatuto das Estatais´ e de autoria do deputado Arthur Maia (SD-BA) e vem recheado de DNA tucano. O texto é um substitutivo aos projetos de lei do Senado 167/2015, de Tasso Jereissati (PSDB-CE), e 343/2015, de Aécio Neves (PSDB-MG); e ainda ao anteprojeto apresentado pelos presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O PL trata do regime societário e a função social de empresas públicas e sociedades de economia mista, em relação às licitações, contratos e formas de fiscalização do Estado. Na prática, o PL pode transformar empresas públicas em sociedades anônimas.

Fonte: Seeb Jundiaí

 

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