A diretoria do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região realizou, na tarde desta quarta-feira (24), reunião com a gerente de RH da Finamax, Fabiana Schincariol.
A concessão do vale-cultura e a melhoria na comunicação entre Sindicato e empresa foram as pautas de maior destaque abordadas durante o encontro, que contou com a assessoria jurídica da advogada Aparecida Neves.
O diretor do Sindicato, Sérgio Kaneko, lembra que o vale-cultura é um benefício trabalhista conquistado para todos os empregados interessados e elegíveis ao programa, conforme cláusula IX do CCT vigente, e ressalta que o benefício não pode, de maneira alguma, ter vinculação com a apresentação de resultados. “Estamos cobrando a implementação imediata desse programa. Com o descumprimento desde janeiro de 2014, os empregados da Finamax já deixaram de receber mais de R$ 1.200,00 em créditos no cartão do vale-cultura, que poderiam ser gastos em espetáculos, shows, cinema, exposições, livros, cds e muito mais”, destaca.
A gerente Fabiana informa que foi realizado um estudo em janeiro deste ano sobre os custos envolvidos na implantação do vale e que aguarda um posicionamento da diretoria da Finamax sobre o tema. “Nos comprometemos a apresentar um posicionamento da empresa sobre esse tema até março”, disse ela.
Os diretores também abordaram a falta de acesso do Sindicato ao prédio da Finamax. De acordo com Letícia Mariano, o Sindicato espera ter avanço nesse ponto. “Esse contato é de suma importância para nós e para os trabalhadores”. Ela lembra que a prática adotada pela Finamax nesses anos tem sido a de concentrar os informativos no RH. “O departamento, ao invés de fazer a distribuição ou afixar nos quadros, tem mantido nossas publicações limitadas ao RH, restringindo as informações para a base”.
Sérgio Kaneko ressalta que dentro da Cláusula 5 do CCT vigente, está prevista a disponibilização, por parte da empregadora, de um quadro de avisos para afixação de materiais informativos oficiais do Sindicato. “Usaremos e fiscalizaremos este quadro de avisos para estreitar a comunicação com o empregado da Finamax”.
O presidente do Sindicato, Douglas Yamagata, diz não ter observado avanços reais, mas acredita que a empresa comece a se posicionar sobre as solicitações, que são direitos garantidos dos trabalhadores.