Mais de 500 mil trabalhadores cruzam os braços em todo o país a partir de terça-feira (6)
Pelo menos 500 mil bancários devem entrar em greve a partir da próxima terça-feira, dia 6, em todo o país. Atendendo ao chamado do Comando Nacional, sindicatos dos bancários de todo o Brasil realizaram assembleias nesta quinta-feira (1º), para deliberar sobre a proposta apresentada pelos bancos, na última rodada de negociação.
Em Jundiaí, os bancários, em votação secreta, foram unânimes pela paralisação, rejeitando a proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). De acordo com a diretoria do Sindicato, mais de 2.500 trabalhadores da região, distribuídos em cerca de 100 agências, vão aderir à greve.
Douglas Yamagata, presidente do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e região, lembrou das rodadas de negociações, nas quais os banqueiros disseram não às reivindicações, usando a crise mundial como argumento. “Ninguém gosta de fazer greve, mas esgotaram-se todas as possibilidades de negociação. Não nos resta outra alternativa senão a greve”, afirmou.
Douglas lembrou que a categoria bancária é também a que mais adoece por ser obrigada a atingir metas. “Nós queremos melhorar as condições de trabalho, mas também queremos melhorar a qualidade de atendimento ao cliente”, ressalta.
Entre as principais reivindicações da categoria estão o reajuste salarial de 16%, participação nos lucros de três salários, mais R$ 7.246,82 e piso de R$ 3.299,66, equivalente ao salário mínimo do Dieese, em valores de junho.
A Fenaban ofereceu 5,5% de reajuste para salários e abono de R$ 2.500,00, não incorporado aos salários. Segundo Douglas Yamagata, presidente do Sindicado de Jundiaí e Região, o índice está muito abaixo da inflação, que ficou em 9,88% em agosto deste ano, significando uma perda real de 4% para os salários e demais verbas da categoria.
Na próxima segunda-feira, dia 5, a partir das 18h30, o Sindicato realizará uma assembleia organizativa para decidir os rumos da greve.