Dia Internacional de Luta contra a Violência sobre a Mulher foi instituído em 1999 pela Organização das Nações Unidas (ONU).

A data surgiu em decfemeorrência do Dia Latino-americano de Não Violência Contra a Mulher, criada durante o Primeiro Encontro Feminista Latino-Americano e Caribenho de 1981, realizado em Bogotá,
Colômbia, comemorado em 25 de novembro, em homenagem às irmãs Pátria, Maria Tereza e Minerva Maribal, que foram violentamente torturadas e assassinadas nesta mesma data, em 1960, a mando do ditador da República Dominicana Rafael Trujillo.

As irmãs eram conhecidas por “Las Mariposas” e lutavam por soluções para os diversos problemas sociais de seu país, a República Dominicana.

Por isso, em 25 de novembro, ocasião do Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher, a data é marcada por uma série de protestos que vão muito além do combate à violência contra a mulher, seja física, psicológica, simbólica, doméstica ou no trabalho.

Segundo a diretora do Sindicato, Lívia Bernuci, a data tem o objetivo de alertar a sociedade sobre os casos de violência e maus tratos contra as mulheres. A violência física, psicológica e o assédio sexual são alguns exemplos desses maus tratos”.

BRASIL : UM DOS QUE MAIS MATA MULHERES NO MUNDO

Segundo o Dossiê Feminicídio, do Instituto Patrícia Galvão, que reúne dados, documentos, legislações e outras informações relacionadas ao enfrentamento da violência contra a mulher, em 2010 o Brasil ocupava a sétima posição no ranking de assassinatos de mulheres, com uma taxa de 4,4 casos a cada 100 mil habitantes. Em 2013, essa taxa subiu para 4,8 a cada 100 mil habitantes, colocando o País na quinta posição.

Entre 1980 e 2013, 106.093 mulheres foram  assassinadas no Brasil. A cada 11 minutos uma mulher é estuprada. Esse número, no entanto, é subnotificado e pode ser muito maior, pois a maioria delas tem medo de denunciar o agressor ou sente vergonha de ser submetida ao julgamento da sociedade, que tende a culpabilizar a mulher pela violência que sofreu.

O mapa da violência contra a mulher registra que, em 2015, 50,3% das mortes violentas foram cometidas por familiares, e 33,2% por parceiros ou ex-parceiros.

“A violência contra a mulher não é um problema de nível social ou de localidade. É um flagelo social que precisa ser combatido no mundo todo”, afirma Lívia. Segundo ela, é  preciso lutar pela erradicação de todas as formas de violência de gênero e o combate à cultura do estupro disseminada pela mídia, estas são condições primordiais para a construção de uma sociedade justa e igualitária.

Conheça seus direitos – Lei Maria da Penha180

Em agosto de 2006, foi aprovada a Lei nº 11.340/06, que define em seu artigo 2° que toda mulher, independente de classe, raça, etnia, orientação sexual, renda, cultura, escolaridade, idade e religião, goza dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sendo-lhes asseguradas as oportunidades e facilidades para viver sem violência, preservar sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual e social.
Violência contra a mulher é crime, denuncie! Disque 180

Uma vida sem violência é um direito de todxs!

Fonte: FETEC-CUT/SP e Seeb Jundiaí

 

 

 

 

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