25 de novembro: Pelo fim da violência contra a mulher!

Nesta terça feira, 25 de novembro, é o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher. A data trás à memória a luta das irmãs Mirabal — Pátria, Minerva e Maria Teresa —, torturadas e assassinadas na República Dominicana em 25 de novembro de 1960, a mando do general Rafael Trujillo. Elas se tornaram símbolo de resistência contra o regime de opressão e violência e a Organização das Nações Unidas (ONU) oficializou a data em 1999.

No Brasil, apesar dos avanços no combate à violência de gênero, como a criação da Lei Maria da Penha, a situação continua alarmante. Em 2024, foram registrados 1.492 feminicídios no país, o maior número desde 2015, quando o crime passou a ser tipificado, conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. A violência atinge especialmente mulheres negras, que representam 63,6% das vítimas, e ocorre majoritariamente no ambiente doméstico: 8 em cada 10 mulheres foram mortas por seus companheiros ou ex-companheiros.

Esse cenário indica a necessidade de políticas públicas efetivas para garantir a proteção das mulheres, mas também uma mudança nessa cultura de violência e desigualdade.

Os tipos de violência

Tipos de violência contra a mulher são:

  • Violência física: qualquer ato que ofenda a integridade do corpo da mulher> São os tapas, os socos, os empurrões, pegar pelo braço ou outras partes do corpo, de maneira a coagir a vítima, entre várias outras formas;
  • Violência emocional: qualquer ato que cause dano emocional à mulher. É a ofensa, o grito, a forma autoritária e agressiva de diálogo. Mas é também a humilhação, o desprezo, o descrédito de sua palavra;
  • Violência sexual: condutas que forcem a mulher a manter atos sexuais sem consentimento ou desejo, entre eles o próprio ato sexual. Acontece mediante intimidação, chantagem, etc. Engloba também a prática do ato sexual sem ela poder fazer o uso de métodos contraceptivos ou preservativos;
  • Violência patrimonial: é quando o agressor confisca, retém, ou proíbe a mulher de usar seus objetos pessoais, instrumentos de trabalho e até cartões de crédito e documentos. Inclui-se cercear a mulher de ter domínio de seu próprio patrimônio financeiro, ou seja, o seu dinheiro;
  • Violência moral: é a calúnia, a difamação, a injúria.

Projeto Basta!

O Projeto Basta foi criado pelo movimento sindical bancários como instrumento para o enfrentamento da violência de gênero. Ele tem por objetivo prestar assessoria jurídica a bancárias em situação de violência doméstica e familiar.

Em Jundiaí o atendimento acontece de segunda a sexta-feira, das 9 às 17 horas, pelo WhatsApp (11) 4806.6662 e também pelo email [email protected]

Se você está passando por situações de violência, nós podemos ajudar!

 

Com informações do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, da CUT e do SEEB Jundiaí

 

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