Bancários vão à Câmara Federal contra abertura de agências aos finais de semana

Entidades apresentaram posição contrária à abertura de agências bancárias aos sábados e domingos

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e o Sindicato dos Bancários de Brasília estiveram, nesta quarta-feira (15), na Câmara Federal, em mais uma atuação em defesa dos bancários. Em audiência com o relator do Projeto de Lei 1043/2019, deputado João Carlos Bacelar (PR-BA), as entidades apresentaram posição contrária à abertura de agências bancárias aos sábados e domingos.

O projeto, de autoria do deputado David Soares (DEM-SP), propõe a abertura das agências nos finais de semana, mas ignora a jornada de trabalho do bancário. Já as entidades que representam os bancários, consideram que o melhor para a população e para os bancários seria disciplinar a abertura das agências de 9 às 18 horas, com dois turnos de trabalho.

O diretor do Sindicato e secretário de Relações do Trabalho da Contraf-CUT, Jeferson Meira, acredita ser possível que as agências funcionem em horário ampliado desde que os bancos contratem mais trabalhadores e respeitem a jornada de trabalho de segunda a sexta-feira, 30 horas semanais.

“Este projeto de lei não gera resultado prático para a população e leva preocupação ao conjunto de trabalhadores bancários que lutaram arduamente pela jornada de 6 horas. Já atuamos para arquivar um projeto semelhante na legislatura passada, o PLS 203, e com este não será diferente. Vamos defender o direito do trabalhador bancário”, frisou o presidente do Sindicato, Eduardo Araújo.

Em Jundiaí, o Sindicato tem realizado mobilização e monitorado a atuação dos bancários do Santander, que há duas semanas estão trabalhando como ”voluntários” para o banco que lucra bilhões. “O banco quer orientar a população, mas esquece de dar o exemplo, porque cobra juros e tarifas bancárias altíssimas de clientes e usuários”, lembra Douglas Yamagata, secretário geral do Sindicato. Segundo ele, a medida também é ilegal porque descumpre a Convenção Coletiva de Trabalho da categoria que vale para todo o território nacional. Douglas informa que o Sindicato continuará acompanhando o processo e fará os encaminhamentos necessários.

O Sindicato também conseguiu pela segunda vez adiar a votação do projeto de lei complementar na Câmara Municipal que dispensa o uso de portas giratórias nas agências da cidade. A votação foi adiada para novembro e o Sindicato pede que haja audiência pública com trabalhadores e população para debater o assunto.

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fonte: Contraf-CUT

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