Sindicato realiza manifestação no Santander de Caieiras

 

Na manhã de hoje (07/12), o Sindicato realizou manifestação em frente à agência do Santander em Caieiras. A atividade teve por objetivo, repudiar as demissões ocorridas em todo o país, além de reivindicar a contratação de mais funcionários na agência.

“A situação na agência de Caieiras é insuportável. As filas são imensas e faltam funcionários. Para agravar a situação, quatro funcionários estão afastados. O resultado disso é o caos e descontentamento de todos”. – ressalta Natalício Gomes da Silva, diretor do Sindicato e funcionário do Santander.

“Infelizmente os olhos da regional só se voltam para a cobrança por metas, e não dá nenhuma atenção para o atendimento aos clientes, que foram convidados pelo Sindicato a reclamarem na Ouvidoria do banco. As condições de trabalho são as piores possíveis, e quatro bancários já se afastaram por problemas de saúde. Vamos voltar se não percebermos contratações”. – afirma Irineu Romero Filho, diretor do Sindicato e funcionário do Santander.

Liminar do TRT/SP suspende demissões em São Paulo

A mobilização dos bancários, que já paralisaram diversas agências e centros administrativos do Santander em todo país contra as demissões em massa, obteve a primeira vitória nesta quinta-feira (6), em São Paulo.
A desembargadora Rilma Aparecida Hemetério, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (capital e região metropolitana de São Paulo), deferiu liminar requerida pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo e suspendeu, a partir desta quinta-feira, todas as demissões sem justa causa feitas pelo Santander em São Paulo, Osasco e região, base territorial da entidade. De acordo com a juíza, todas as dispensas que ainda não foram homologadas estão suspensas. As já homologadas, serão discutidas.

Caso a direção do Santander desobedeça a liminar que proíbe as demissões, a instituição financeira pagará multa diária de R$ 100 mil.

Durante a audiência de conciliação, realizada nesta quinta, a desembargadora, que preside a Seção de Dissídios Coletivos do TRT-SP, dirigiu-se aos representantes do banco espanhol dizendo que, como instituição europeia que são, deveriam respeitar os trabalhadores brasileiros assim como respeitam os espanhóis. “Não podem ser tratados os brasileiros como se fossem de segunda categoria”, disse.

Ela lembrou que os trabalhadores da Comunidade Europeia contam com leis de proteção ao emprego que não existem no Brasil e que lá, diferentemente daqui, os países são signatários da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a qual coíbe demissões em massa. Mas que mesmo assim, de acordo com ela, o trabalho é uma questão social e tem de ser olhado dessa forma.

A desembargadora destacou, também, a boa situação do banco. “Todos os rankings de consultorias indicam que não há crise no Santander. Ou seja, não precisa demitir.”

A magistrada frisou ainda que os trabalhadores “não podem ficar desamparados” e que “não se pode fazer vistas grossas quando não existe uma legislação específica”.

Suspensão de Homologações – Diante das demissões coletivas (em massa) que vem ocorrendo no Banco Santander (Brasil) S/A, cuja previsão gira em torno de 5 mil em nível nacional, o Sindicato suspendeu as homologações das rescisões contratuais, haja vista estar buscando junto à direção do Banco e aos órgãos competentes mediação para discussão do assunto.

Fonte: Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região com informações da Contraf/CUT

 

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